Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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apito limpo

“A ignorância é a responsável pelo reinado da mediocridade. Mas é a indiferença que a mantém no poder…”

Adágio da Jornalista: Tania Soares

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Site

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Tópicos

Ilustrativos do desleixo administrativo emanado da diretoria liderada pelo jurs171consulto desde a posse ocorrida no dia 08 de janeiro de 2020

De modo recente

Ocorreram duas assembleias, ambas contestadas pelo associado Douglas D´Andrea junto ao Ministério Público do Trabalho, apontando o desrespeito ao estatuto da entidade.

Brevemente

O presidente e vice serão notificados responder as indagações emanadas do MPT, se houvesse bom senso e respeito aos árbitros; presidente, vice e diretores, requereriam demissão grupal.

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7ª Rodada da Série A do Brasileirão 2023 – Sábado 20/05

São Paulo 4 x 2 Vasco da Gama

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

VAR

Rafael Traci (SC)

Item Técnico

Trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 04 para vascaínos

Santos 0 x 0 Palmeiras

Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)

VAR

Wagner Reway (FIFA-PB)

Item Técnico

Árbitro e assistentes pouco exigidos; desempenho normal.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para santistas e 01 para alviverdes

Flamengo 1 x 0 Corinthians

Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)

VAR

Igor Junio Benevenuto de Oliveira (FIFA-MG)

Item Técnico

Os representantes das leis do jogo não influíram no resultado; durante o transcurso da partida, observei que, após sinalizar falta, o árbitro, segurou para autorizar a cobrança da mesma, na clara demonstração de deixar o cronometro girar.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para Rubro Negros e 02 para Alvinegros

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Coluna em Vídeo

Excepcionalmente, a versão em vídeo da coluna não será publicada neste sábado, retornando, normalmente, na próxima semana

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Política

Não basta regular: é preciso limitar as apostas esportivas

Zagueiro Bauermann, do Santos, Moraes, do Juventude (na época), e Nathan, atacante do Fluminense (na época).

Leque amplo, como cartão amarelo e lances individuais, facilita manipulação

A discussão deve ser feita, e o momento é já. Não basta apenas regulamentar e licenciar o funcionamento das casas de apostas no Brasil. A partir de agora passou a ser necessário ir além disso e debater se determinados tipos de apostas que são comprovadamente passíveis de manipulação devem ser proibidas.

Temos que lembrar e enfatizar que o bem a ser protegido não são as apostas esportivas, mas a integridade do futebol. As apostas devem ser legalizadas e as empresas devem ser devidamente licenciadas para prestar esse serviço, porém o lucro do apostador ou da empresa nunca poderá estar acima da garantia absoluta da integridade do resultado esportivo.

Os fatos amplamente divulgados que mostraram, por um lado, a facilidade com que jogadores de futebol podem ser comprados para cometer pequenas faltas e, por outro, a clandestinidade que está por trás desse mercado, demandam que a futura lei esteja na vanguarda legislativa e crie mecanismos visando evitar que fatos iguais a esses não aconteçam novamente no futuro. Não podemos errar duas vezes. O governo federal já falhou demais ao fechar os olhos para esse assunto por mais de quatro anos.

Devemos, portanto, indagar: não deveria a nova lei proibir apostas em ações como a aplicação de cartões amarelos e vermelhos, escanteios, faltas, pênaltis e outros lances individuais dos atletas? Se está mais do que comprovado a fragilidade desse amplo leque de possibilidades, a proibição de apostas nesses casos específicos não deveria ser considerada? A aposta não deve estar direcionada fundamentalmente ao resultado esportivo daquela partida, que é o coração do negócio?

Pois agora temos um novo elemento dentro das quatro linhas a ser considerado. O torcedor passou a desconfiar de qualquer falta feita de forma imprudente ou de cartão tomado de maneira desnecessária por um atleta e poderá vinculá-lo (equivocadamente) a uma possível ilegalidade. Carreiras poderão estar em risco. Dessa forma, restringir as apostas também significaria proteger o jogador de futebol.

Além disso, temos que reconhecer que se foi possível corromper jogadores da elite do futebol nacional é muito mais fácil corromper aqueles que jogam em divisões estaduais de acesso e em competições amadoras que não possuem televisionamento ou nenhuma supervisão.

Portanto, uma nova indagação: as apostas não deveriam estar limitadas a determinadas competições, fundamentalmente aquelas que envolvam atletas profissionais e que tenham capacidade de fiscalização? Se assim fosse, por exemplo, deveria haver a proibição de apostas em competições de categorias inferiores, como sub-15, sub-17 e sub-20.

Tudo isso deve ser debatido, sobretudo no Congresso Nacional, com isenção e independência. Aliás, para efeito de comparação, a Suécia já fez isso e aprovou restrições similares em 2020. Se um país como este tomou tal atitude, mesmo tendo um desenvolvimento social, econômico e educacional muito superior ao nosso, por que não seguir tal exemplo?

Devemos aprender a lição e aproveitar o momento para estabelecer restrições na nova lei que assegurem que tais fatos nunca mais se repitam. Afinal, o que está em jogo é muito maior que uma simples aposta. A integridade do futebol brasileiro foi colocada à prova e demanda uma resposta dura e competente das autoridades.

Eduardo Carlezzo: Advogado especializado em direito desportivo – Publicado na Folha de São Paulo no dia 25/05/2023

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Finalizando

“O Brasil não se resume em futebol, prostituição e corrupção!

O bem vencerá o mal!”

Adágio de: NannyeDias

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*Chega da “descarada corrupção praticada por governantes, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do Judiciário, ministério público, funcionários públicos de todas as escalas e, nos bastidores do futebol brasileiro”

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Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-27/05/2023

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