Corinthians revela pagamento de escandalosos R$ 42 milhões em comissões para intermediários

O balanço do Corinthians, referente a todo o período de 2022, aprovado pelo Conselho Fiscal – presidido por ex-funcionário de Andres Sanches enquanto Deputado Federal – que será submetido ao CORI e ao Conselho Deliberativo, revela, no item ‘custo com venda e aquisições de atletas’, o pagamento de R$ 42 milhões em comissões para intermediários de jogadores.

São valores escandalosos, principalmente porque subdimensionados.

Não estão incluídas, por exemplo, as quantias pagas em luvas e direitos de imagem, que servem como disfarce para repassasses com o mesmo fim.

Levando-se em consideração apenas os R$ 42 milhões, dariam para pagar duas folhas salariais de todo o elenco de jogadores.

Noutra comparação, seriam equivalentes a um ano e meio dos naming-rights do estádio de Itaquera.

Para justificar este pagamento, levando-se em consideração uma remuneração de 10% sobre os negócios, a soma de compras e vendas de atletas teria que atingir R$ 420 milhões.

O Timão não chegou nem perto destes números, o que sugere uma distribuição ilimitada de dinheiro.

É de conhecimento dos bastidores da bola que os agentes de jogadores costumam ser generosos com os dirigentes que lhes facilitam a vida; no caso do Corinthians, que há tempos privilegia três nomes: Carlos Leite, Kia Joorabchian e Fernando Garcia, é pouco provável que seja diferente.

Fora todas estas nebulosidades, existem outras, discriminadas no mesmo balanço, como pagamento de R$ 65 milhões a ‘serviços de terceiros’, sem detalhamento algum do que se tratam.

Em 2021, neste mesmo item, o gasto foi de R$ 12 milhões.

No campo ‘outras’, houve evolução, de 2021 para 2022, de R$ 11,2 milhões para R$ 50 milhões.

Novamente sem detalhes das despesas.

Os números deste balanço, referentes apenas ao departamento de futebol, demonstram, além da fonte de facilidades de muitos, as mentiras contadas pelos cartolas em recentes entrevistas, que falaram em redução de despesas – quando houve substancial acréscimo – e óbvio descontrole administrativo.

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2 Comentários

  1. Esse é o perfil do dirigente de futebol no Brasil, cheio de mau caráter, inescrupulosos, gananciosos, só pensam em assaltar o clube. Estão soltos, sem nenhuma punição, justiça Brasileira não serve pra nada. Pra completar a torcida elege um indivíduo para Deputado.

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