A imprensa tem que analisar Abel Ferreira com honestidade

Não é difícil analisar o treinador Abel Ferreira sob a ótica dos fatos, ainda que com divergências naturais sobre o que é abstrato.

Antes do Palmeiras, seu currículo não o qualificaria para treinar equipes da Série B do Brasileirão.

No clube, tendo à disposição muito dinheiro e elenco compatível com os investimentos, foi competente em montar boas equipes, mas que, plasticamente, nunca encantaram.

Venceu campeonatos relevantes, mas perdeu outros, alguns de maneira vergonhosa, principalmente o que levou o Verdão ao quarto lugar no Mundial de Clubes, sem que fosse assinalado um gol sequer.

Se Abel funcionária, com a mesma eficácia, num contexto sem tantos investimentos, ninguém sabe.

Antes do Palmeiras, não funcionou.

Outra análise, mas unânime, é a do comportamento pessoal do treinador.

Somente os jornalistas que não separam as obrigações do ofício com as armadilhas do clubismo ou, talvez, em determinados casos, a necessidade de se manter bem com a fonte de renda que abastece, ainda que indiretamente, comentarista e comentado, aprovam tamanha má-educação e arrogância.

Fosse profissional de outro clube e as críticas, dos apontados, seriam não apenas severas – com razão, mas acompanhadas de editoriais pedindo demissão.

É inadmissível, sob qualquer ponto de vista honesto, com ênfase no ‘honesto’, que se admita tamanho, e frequente, desrespeito com adversários, árbitros e o público em geral.

Defender o indefensável é papel de torcedor, ainda assim, dos mais fanáticos.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.