Lula e o Mercado que realmente importa

Durante o desgoverno bolsonarista, o mercado financeiro fechou os olhos para diversos ataques à economia, a maioria deles financiadores do golpe em curso contra a democracia.
Ontem, Lula, o presidente eleito a contragosto da Faria Lima, esclareceu o óbvio: a prioridade é governar para os pobres.
Nada diferente do que sempre pregou ao longo das últimas décadas.
O dinheiro para viabilizar o discurso, o que também não é surpresa, precisa ser tratado na condição de investimento, não de contas limitadas a um teto que desconsidera o retorno dos recursos através do consumo daqueles que passarão a viver com razoável dignidade.
A reação após Lula reafirmar o que nunca escondeu, com queda nos índices da bolsa e valorização de moedas estrangeiras, nesse contexto, trata-se mais de chantagem do que movimentação natural de mercado.
São os ricos se comportando com o desprezo habitual pelos pobres e por seus protetores, incapazes de reduzirem o indecente acúmulo de dinheiro em prol da sociedade que financia seus bens isentos de impostos: dividendos, Iates, etc.
Como de hábito, com apoio de parte dos colunistas ‘especializados’ da grande mídia.
Ao não se insurgir contra os crimes fiscais do bolsonarismo, que viabilizaram a maior compra de votos que se tem notícia, e fazê-lo diante de um discurso esperado de defesa dos menos favorecidos, o mercado financeiro, desmoralizado, comprovou utilizar-se da especulação manobrada como meio de manter vantagens nada republicanas.
Extorsão pura, e suja, que indica as dificuldades que somente um presidente do tamanho de Lula, capaz de unir em torno de si uma frente poderosa de divergentes, seria capaz de enfrentar.
Para o presidente eleito, o Mercado mais importante é aquele que consiga expor na prateleira itens básicos com preços acessíveis à população.
