Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Obstáculos não detém aquele que conhece o poder da própria vontade!”
Pensamento: Suely Buriasco
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Site SAFESP espelha a inoperância do juris171consulto, vice e diretores

As últimas publicações datadas nos dois primeiros mês do ano 2021 evidenciam as incoerências com o teor da “palavra do presidente” (em minúsculo) exibida no dia 08/01/2020.
Caros associados
Temos muito trabalho para fazer e para conseguir os nossos objetivos contamos com todos. Nos próximos quatro anos, trabalharemos arduamente com respeito aos nossos associados, com o intuito de alcançar o patamar que os árbitros merecem.
Como vocês sabem, conto com uma diretoria composta não só de associados com o mais alto caráter, responsáveis e de elevado valor moral, mas sim, associados que tem consigo um carinho muito grande pelo nosso sindicato e principalmente pelo seu companheiro de profissão.
Vamos trabalhar juntos, sempre para a valorização do árbitro paulista, cuja grandeza e tradição nunca poderão ficar no esquecimento.
Agradeço novamente a você, associado, que durante este período de incertezas nunca desistiu dos nossos sonhos para a classe.
Peço a todos um pouco mais de paciência, pois muito tem a ser feito, passamos por anos sem conquistas e benefícios aos nossos associados.
Contando sempre com a colaboração de todos, e com empenho dessa Diretoria, faremos um sindicato forte e por conseguinte a classe valorizada.
Temos ainda um difícil caminho a percorrer, mas com transparência, dedicação e o apoio de todos alcançaremos os nossos objetivos.
Um ano abençoado e excelente temporada a todos.
Presidente Aurélio Sant’anna Martins
Concluo
A elipse dos associados e não associados confirma que interesse por escala permanece arriba do “Juntos com respeito e autocritica seremos fortes”
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Sábado 01/ 10/2022 – 29ª Rodada da Série A Brasileirão 2022
Corinthians 2 x 0 Cuiabá
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)
VAR
Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)
Item Técnico
No instante Deyverson atacante do Cuiabá dominou e mandou arredonda profundo da rede não vi impedimento;
Porém
VAR observou que ocorreu impedimento, conforme dever e obrigação, árbitro foi convidado a ir ao monitor; lá chegando: viu, reviu e comboiou decisão determinando posição de impedimento do Deyverson.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para alvinegro
Observação
A tecnologia foi implantada para atuar em cima dos lances cuja marcação do árbitro não sido coerente ao acontecido.
Exemplo
Transposição milimétrica da esfera da linha do gol, de impossível visão por parte do assistente obstada pelo poste que sustenta o travessão, faltas dentro da área pequena e grande, faltas fora da disputa pela bola e outras.
2ª Feira 03/10
Botafogo 1 x 3 Palmeiras
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
VAR:
Wagner Reway (FIFA-PB)
Item Técnico
Trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para defensores do Clube da Estrela Solitária e 03 para Alviverdes; dentre estes: o técnico Abel Ferreira contumaz ofensor dos representantes das leis do jogo.
Vermelho: Correto para Palmeirense Zé Rafael por ter evitado que oponente seguisse com perspectiva de mandar bola pro fundo da rede
30ª Rodada – Terça Feira 04/10
Juventude-RS 2 x 2 Corinthians
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (FIFA-RJ)
VAR
Wagner Reway (FIFA-PB)
Item Técnico
1º – Acerto determinando segue o jogo quando da reclamação de pênalti no momento que a bola bateu no costado do corintiano Bruno Mendes; fato confirmado a distância pelo VAR.
2º – Depois da cobrança de falta favorável a equipe corintiana, a redonda cabeceada por Gil foi desviada ao bater no braço direito de um oponente, que ao mesmo tempo, com a mão do braço esquerdo empurrou um corintiano que tentava cabeceá-la;
Todavia
VAR cumprindo sua obrigação solicitou que lance fosse revisto; pós ver e rever traçado de varias linhas: passados por volta de quatro minutos, árbitro acompanhou o VAR determinado posição de impedimento do corintiano Gil quando do cabeceio.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para Alviverde e 02 para Alvinegros
AVISO
Por razões técnicas, a versão em vídeo da coluna não será publicada, retornando, como de hábito, na próxima semana.
Desde já pedimos desculpas pelo inconveniente.
Política
Há algo de podre no reino do Brasil

Na ressaca eleitoral, pós-resultados do primeiro turno, existe, em parte daqueles que enxergavam a cruenta batalha entre a democracia e a barbárie, um misto de desânimo e surpresa. O tsunami bolsonarista que varreu o mapa político do País foi avassalador, não há dúvida. Os votos refluíram para o buraco negro do retrocesso, tomaram a forma de um conservadorismo extremista e foram derrubando todas as previsões e estatísticas que viam pela frente. São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil, operou como o epicentro desse efeito sísmico que fez crescer a onda.
Como pôde? O movimento de claros sinais fascistas do capitão do Planalto, que promoveu uma gestão genocida e inconsequente, emplacou o maior esquema de distribuição secreta de recursos públicos, armou os brasileiros, tripudiou sobre pobres, mulheres, indígenas, minorias de qualquer ordem e incitou o preconceito desmedido, recebeu aval para continuar na mesma toada. O eleitor lhe deu votos a rodo, reconduzindo ou escolhendo boa parte de seus representantes. Ele levou nada menos que 20 senadores de uma só sentada, quase 100 deputados federais pelo partido que lhe dava guarida, inúmeros governos estaduais (os mais fortes estão com ele, desde São Paulo, que deverá escolher Tarcísio de Freitas, até o Rio com o atual Cláudio Castro, Minas, por intermédio do aliado Romeu Zema, Paraná e RGS, que podem entrar na conta).
Foi um verdadeiro strike da política a seu favor. Ainda que o opositor Lula vença ao final da disputa majoritária, terá imensa dificuldade para governar sem uma inflexão aos ditames da centro direita e direita extrema. Bolsonaro já pode se considerar uma espécie de primeiro-ministro, independentemente do que saia de resultado no próximo dia 30. Se não de direito – porque a Lei não permite –, será de fato essa figura de influência nas decisões, primeiro-ministro com imensa força paralela, mandando em quaisquer dos cenários que possam surgir.
Não há como refrear o diagnóstico diante de quadro tão dantesco: há algo de podre no reino do Brasil — com a devida licença do bardo inglês, William Shakespeare, no uso revisto de uma das célebres frases de sua obra. Os números do último domingo confirmam a sólida mudança de eixo rumo a um obscurantismo de preceitos e propostas que, levado ao pé da letra, pode ser por deveras perigoso. O pelotão de infantaria do bolsonarismo, já formado, não deixa dúvidas quanto à ofensiva de ocupação: está tudo dominado. Foi um massacre.
O escrutínio, por tabela, transformou o Congresso Nacional em um reduto cativo do Centrão, subjugando legendas tradicionais como o PSDB, MDB e adjacências, na maior reformulação de forças partidárias jamais registrada. O PL, agremiação do presidente, com o seu arrasta quarteirão, emerge para comandar o parlamento. Deve acabar por escolher os futuros presidentes das duas casas dos congressistas. Fenômeno indiscutível. É possível tirar preciosas lições dessa onda. O deslocamento de apoios, mesmo de bolsões da esquerda – como aqueles que antes davam endosso ao pedetista Ciro Gomes –, mostra que o baixo clero, movido a emendas do relator, irá ditar as regras porque a massa predominante de votantes foi mesmo arrebatada pelo chamado populismo de cooptação.
Tal populismo distribui benesses – como o desconto ilusório e temporário de combustíveis, o barateamento artificial de energia e a martelação de promessas vagas – em troca do aval para seus planos de poder. Muitos resolveram de última hora entregar o destino nas mãos do bolsonarismo que, para alguns, já é maior que a própria figura do mandatário. Suprema controvérsia: o personagem histriônico, embora repudiado, encarnou o ideal de “moderação” e saídas que o povo deseja. O apedeuta das fake news deu certo mais uma vez, após a surpresa de sua unção em 2018. Como se constata agora, não era uma mera nuvem passageira. A tempestade de seus descalabros encontrou morada fixa por aqui. Triste Nação vergada a tantos absurdos. A narrativa, naturalmente falseada, de realizações tomou o lugar dos fatos e evidências. O Brasil se viu rachado entre a opção dos ricos sulistas e pobres do Nordeste, quase como num apartheid, não apenas social como também ideológico. O status quo do poder vai vencendo, para reeditar a história de submissão dos menos favorecidos. Não deveria ser assim. Porém as elites não encontram, nem desejam, limites de concessão.
Em um País já tomado por 33 milhões de miseráveis esfomeados, a desigualdade torna a triunfar porque assim querem aqueles que, tradicionalmente, mandam pela força do dinheiro.
Carlos José Marques – Publicado no dia 07/10/2022 na IstoÉ
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Finalizando
O maior pecador é aquele que se fortalece com a fome, a miséria, a dor, e o desespero alheio
Jessica Brn: é uma atriz britânica
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-08/10/2022
