Corinthians: clube dos Cafajestes comemora irreal superavit de R$ 2 milhões

Durante a semana, o CORI, do Corinthians, aprovou contabilidade que demonstrou, nos primeiros seis meses do ano, superavit na casa de R$ 2,1 milhões.

Amanhã, provavelmente, os números serão aclamados pelo Conselho Deliberativo.

Não há, nesse ‘Clube dos Cafajestes’ – em alusão ao clássico filme dos anos 80 -, conselheiro que desconheça a realidade das contas do clube, absolutamente opostas, em realidade, às apresentadas.

Somente a covardia ou a pilantragem justificariam qualquer aprovação.

Faz três anos em meio, conforme comprovado em contrato assinado com a CAIXA, que o Corinthians não paga o financiamento da Arena de Itaquera, nem os boletos da Odebrecht.

Somente neste caso, o prejuízo em juros, multas e custas processuais ultrapassa R$ 100 milhões.

Nem mesmo o repasse ao Arena Fundo, obrigatório pelo acordo anterior, vinha ocorrendo, o que resultou em dívida que se aproxima dos R$ 70 milhões.

Todo esse dinheiro embolsado sem que a dívida, que supera R$ 2 bilhões, fosse amortizada; pelo contrário.

Nada disso foi contabilizado.

Muito menos as imorais clausulas que obrigarão o próximo presidente a arcar com os citados juros passados somados aos que ainda estão por vir e, espertamente, foram inseridos em período de carência.

Sem contar, obviamente, a amortização da pendência principal.

Associado a isso estão contratações de jogadores veteranos que não resultarão em recuperação de investimento – por falta de mercado, mas, talvez, incidam em agravamento da de ações trabalhistas, responsáveis pelos diversos bloqueios de receitas que afligem as contas do Corinthians.

Assunto que a diretoria chegou a afirmar que estava ‘resolvido’ com a fracassada tentativa de centralização das execuções.

Aliás, se estiver à beira da falência – se é que já não está -, o Corinthians sequer poderá pensar em aderir à SAF, que poderia gerar socorro rápido do mercado financeiro, porque o acordo firmado com a CAIXA, entre diversas restrições, impede o alvinegro de se tornar empresa até, no mínimo, 2041.

Como sobreviver até lá tendo que pagar o estádio sob garantia de todas as arrecadações do clube, inclusive a dos esportes amadores?

O ‘superavit’ do Timão, que o CORI teve a cara de pau de aprovar, é tão indecente quanto um ‘empresário’ dar calote em dezenas de trabalhadores, no Fisco, em fornecedores, estar com bens e contas bloqueados e, ainda assim, sem poder dizer do que sobrevive, ser aclamado Presidente de um dos mais relevantes clubes do planeta.

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