Ex-diretor de futebol do Corinthians paga R$ 10 mil e se livra de inquérito por ‘xenofobia’

No recente 10 de agosto, o médico Jorge Agle Kalil, ex-diretor de futebol do Corinthians, acertou pagamento de R$ 10 mil à médica Ione Vasconcelos de Albuquerque, que o acusou, entre outras coisas, de ‘xenofobia’ e de colocar a vida de paciente em risco.
O acordo, firmado na 17ª Vara Civil de São Paulo, livrou o cartola do processo civil e também do inquérito criminal – que já estava em trâmite.


A confusão foi relatada pelo Blog do Paulinho, em postagem de 11 de outubro de 2020:

Médico, Diretor de futebol do Corinthians, é acusado de xenofobia e por colocar vida de paciente em risco
Às 14h do dia 20 de setembro de 2019, no Hospital e Maternidade Santa Maria, a médica Ione Vasconcelos de Albuquerque (CRM 89.481), com a experiência de mais de 20 anos de carreira, iniciou procedimento de anestesia numa paciente, registrada sob atendimento nº 2024339, que se submeteria à cirurgia de varizes nos membros inferiores.
Para tal, aguardou o necessário jejum de oito horas.
Testemunharam a discussão os doutores Francisco Giannattasio e a Dra. Mariana Myiaoca, além da técnica de enfermagem Ana Paula.
O bate-boca era desdobramento do desentendimento, pelo mesmo motivo, iniciado ainda antes dos procedimentos cirúrgicos, sob os olhares da enfermeira Fátima.
Trechos que selecionamos de ação movida pela Dra. Ione contra Kalil, em trâmite desde 01º de outubro de 2019, na Justiça de São Paulo, são reveladores:

“Já na sala de cirurgia, ao discutir com a Requerente, o Requerido alegou que em outros hospitais este procedimento cirúrgico é realizado com sete horas de jejum, afirmando que era “apenas uma cirurgia de varizes” e que “não dá processo””
“Ainda no mais absoluto desrespeito à Requerente, o Requerido chamou-a de “idiota” e determinou que ela se retirasse, pois não a queria mais em sua sala de cirurgia”


Após esse lamentável episódio, Dra. Ione representou contra Kalil no CREMESP e formalizou Boletim de Ocorrência por Injúria, além de promover ação judicial, em que pede indenização de R$ 80 mil a título de danos morais.
Conversa mantida por whatsapp entre a Dra. Ione e a Dr. Marina, Chefe dos Anestesistas do Hospital e Maternidade Santa Maria, no dia da confusão, comprovando que Jorge Kalil foi informado, duas semanas antes, da necessidade do paciente aguardar oito horas de jejum para ser anestesiado:

Representação contra Jorge Kalil no CREMESP (Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo)


Boletim de Ocorrência e Representação Criminal contra Jorge Kalil



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