Filho de Superintendente de Marketing do Corinthians fundou empresa de ‘fake-news’ contratada pelo clube

Ainda na gestão Andres Sanches, o Corinthians contratou a empresa ‘Social QI’, que, desde então, tornou-se responsável pelo monitoramento de tudo o que se fala sobre o clube nas mídias sociais.

O vínculo permaneceu após a posse de Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves.

Desde então, aumentou o número de robôs, em redes sociais, elogiando todos os atos da diretoria do clube.

Parte da imprensa vem sendo pautada pelas mentiras.

Ontem, o Blog do Paulinho revelou que a empresa está sendo investigada pela CPI dos aplicativos, acusada, em matéria da Agência Pública, de espalhar fake-news’, através de perfis fajutos, em desfavor de motoqueiros do aplicativo ‘IFOOD’, que protestavam contra as terríveis condições de trabalho.

O vereador Marlon Luz, vice-presidente da CPI, definiu assim as qualidades da ‘QI’:

“É o tipo de empresa que políticos ou empresas contratam pra fazer ‘jogo sujo’

Acusado por ‘fake-news’, chefe das Redes Sociais do Corinthians se cala na CPI dos Aplicativos

A ‘Social QI’ é gerida por Daniel Braga – que possui status de Diretor em Parque São Jorge.

José Colagrossi (pai) e Colagrossi (filho)

Não se sabia, porém, da profunda ligação da empresa com o Superintendente de Marketing do Corinthians, José Colagrossi Neto.

O filho dele, José Raggio Colagrossi, embora não conste no Contrato Social, é fundador da Social QI.

No final de 2020, pai e filho participaram, remotamente, de reunião da Associação dos ex-alunos da Universidade de Columbia.

O Blog do Paulinho teve acesso ao vídeo (que o leitor assistirá, ao final da postagem).

Nele, Colagrossi (filho) apresenta-se como sócio fundador da QI, que, à época, já prestava serviços ao Corinthians.

De mais de uma hora de bate-papo, selecionamos trechos que remetem a verdadeira aula de ‘fake-news’, manipulação de mídia e opinião pública.

Colagrossi (filho) confirma, entre outras coisas, que a QI criou o slogan ‘Bolso-Dória’.

Ao final, o pai (que acompanhou as explicações) aparece para falar de política brasileira.

A ‘Social QI’, porém, não é a única ligação entre os Colagrossi e Daniel Braga.


José Colagrossi (filho)

A empresa da Rua Fidêncio Ramos

Em 13 de janeiro de 2014, Daniel Braga e sua companheira constituíram a ‘Promove Serviços de Propaganda e Comunicação Ltda’, sediada, primeiramente, à rua Marcondesia 690.

Pouco mais de três anos depois, no dia 06 de abril de 2017, Colagrossi (filho) juntou-se ao contrato social.

A empresa, então, mudou-se para a Rua Fidêncio Ramos nº 101, cj 84, na Vila Olímpia, bairro nobre de São Paulo.

Coincidentemente, o mesmo logradouro, com diferença de 100m físicos, da ‘Providence’, grupo ligado ao atual presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, que mantém ramificações no exterior e esteve envolvido na obscura transferência de Alexandre Pato ao Timão.

Detalhes, documentados, podem ser conferidos no link abaixo:

Detalhes (com documentos) da criminosa transferência de Alexandre Pato para o Corinthians – Blog do Paulinho

Em 22 de fevereiro de 2019, apesar de, no papel, possuir ínfima participação societária, Colagrossi (filho) passa a ser administrador da empresa, deixando Daniel Braga ‘apenas’ na condição de sócio majoritário.

Somente menos de dois meses atrás, em 20 de junho de 2022, após a inserção da Social QI da CPI dos aplicativos, o filho do Superintendente de Marketing do Corinthians, talvez por precaução, retirou-se, formalmente da ‘Promove’.

Tudo indica, assim como na QI, um afastamento somente do papel.


Apesar de todos estes indícios e provas, a ‘Social QI’ segue trabalhando, e embolsando, no Corinthians, assim como José Colagrossi, responsável pela contratação de empresa ligada à própria família, a quem destina recursos de publicidade aprovados pelo Presidente Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves, sob orientação do escritório de compliance ligado ao Diretor Jurídico.

Fica cada vez mais claro que a atual gestão do Corinthians institucionalizou a comunicação manipulada, através de profissionais de ‘fake-news’, objetivando enganar jornalistas e, consequentemente, associados, conselheiros e torcedores do clube.

Com notícias positivas criadas em laboratório e verdades combatidas por robôs, é facilitado o trabalho dos que precisam salvar suas vidas financeiras através dos negócios fechados pelo Corinthians.

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