Gerente do Desportivo Brasil estaria facilitando a vida de agentes complicados do futebol

Em 2018, o Desportivo Brasil, que disputa a Série A-3 do futebol paulista, contratou Marcelo Lima, oriundo das complicadas categorias de base do São Paulo, para ocupar a gerência de futebol profissional do clube.
Desde então, muitos intermediários parecem estar se dando bem.
Relatos dão conta de que Lima estaria facilitando a vida de Andres Sanches, ex-presidente do Corinthians, André Cury, que atua no mercado estrangeiro, e também de Wesley de Moura Lima, preso por falsidade ideológica ao se passar pelo nome ‘Marcos Mineiro’, que, entre outras coisas, está ligado ao notório ‘Padrinho’ – condenado pelo tráfico internacional de uma tonelada de cocaína no Porto de Santos.
Padrinho é sócio da Elenko Sports, ao lado de Fernando Garcia, notório parceiro do cartola alvinegro.
Todos, em algum momento, já negociaram juntos nos bastidores do Corinthians.
Segundo fonte ouvida pelo blog, Marcelo Lima estaria obrigando jovens atletas a se desvincularem de seus intermediários para, posteriormente, direcioná-los a seus supostos protegidos.
O situação se agravaria porque, além do Desportivo Brasil, o gerente é professor da CBF Academy, a entidade que autoriza treinadores de futebol e exercerem a profissão no Brasil.
Ou seja, em tese, com o poder de aprová-los ou reprová-los, poderia condiciona-los, ainda que não abertamente, a algum tipo de ‘colaboração’.
OUTRO LADO
Resposta de Marcelo Lima
Prezado Paulinho,
Peço a Você que publique, por favor, meu direito de resposta e meus esclarecimentos acerca dos fatos por Você relatados no post “Gerente do Desportivo Brasil estaria facilitando a vida de agentes complicados no futebol.”
Primeiro, gostaria de me apresentar. Meu nome é Marcelo Lima, trabalho com futebol desde o ano de 2001 e, nessas duas décadas de atuação, nunca tive uma única acusação de qualquer procedimento ilegal, tampouco imoral, nem ao menos relações escusas com quaisquer empresários ou outros entes que atuam no futebol.
Estou no Desportivo Brasil desde 2018. A partir de minha entrada, o Clube implementou uma política de mais absoluta transparência na gratificação nos negócios realizados, que é válida para todo o mercado, sem privilegiar ou restringir ninguém. A política de transparência do Desportivo Brasil impede, veementemente, que o Clube mantenha qualquer tipo de relacionamento obscuro com qualquer agente, empresa, outro clube, dirigente ou qualquer outro ente que atua no futebol.
Sobre os fatos relatados: nunca estive, nunca conversei, nunca troquei mensagens, tampouco nunca participei de negócios com a pessoa chamada Wesley de Moura Lima, usando esse nome ou o nome “Marcos Mineiro”.
Nunca estive, nunca conversei, nunca troquei mensagens, tampouco nunca participei, ou o Desportivo Brasil participou ou fez negócios que sejam do meu conhecimento, com a empresa Elenko Sports.
Da mesma forma, nunca estive pessoalmente, conversei ou troquei mensagens com o ex-Presidente Andres Sanches, que, obviamente, conheço de nome em face das importantes funções que este último já ocupou no futebol, onde eu também trabalho.
O Desportivo Brasil tem por política não obrigar atleta algum a se vincular com qualquer procurador, intermediário ou empresário, tampouco não se presta, eu muito menos, a “facilitar a vida” de quem quer que seja, priorizando sempre pelos interesses do próprio clube, dentro dos princípios éticos e legais.
Atenciosamente,
Marcelo Lima

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