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Dois ídolos que tenho: Rádio Bandeirantes e Mauro Beting… e um erro

band beting

Por JOSE RENATO SATIRO SANTIAGO

Inaugurada em 6 de maio de 1937, a Rádio Bandeirantes de São Paulo é uma das mais tradicionais redes de emissoras de rádio do Brasil.

Fundada por Paulo Machado de Carvalho, que também criou a Rede Record e dirigiu a Rádio Panamericana (a Jovem Pan), foi adquirida por Adhemar de Barros, histórico político brasileiro, que foi prefeito da cidade de São Paulo e governador do estado paulista em duas oportunidades.

Adhemar de Barro chegou a se candidatar a presidência da república em duas oportunidades, sem o sucesso esperado.

O atual presidente da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, Johnny Saad, é neto de Adhemar.

A história da Rádio Bandeirantes certamente é belíssima.

Uma grande marca.

Lembro, desde sempre, algumas vozes que marcaram esta emissora.

O miado do gato na chamada do programa o Pulo do Gato foi uma delas.

José Paulo de Andrade, Salomão Esper e Joelmir Beting apresentando o Jornal Gente sempre foi meu companheiro de café.

Jamais tive a oportunidade de conhecer estes três mitos.

De José Paulo de Andrade guardo também a lembrança de torcermos pelo mesmo time.

Quanto a Salomão Esper, recentemente tive a emoção de ter ouvido um artigo meu lido por ele.

Sobre Joelmir Beting, a certeza que ele realmente existiu, tamanha foi a emoção que tive ao vê-lo pessoalmente.

Três Mitos!!!

Graças a um saudoso amigo, Bindi, passei a acompanhar a carreira do filho de Joelmir.

Mauro Beting.

Uma pessoa muito querida, divertida e super competente.

Não há como negar que Mauro precisou superar barreiras gigantescas para superar a sombra do pai, Joelmir.

Certamente durante anos e anos, muitos colegas ou não, sempre acharam que sua presença no jornalismo foi facilitada, afinal “é o filho do Joelmir”.

Pois é…

Não tenho a menor duvida que justamente por isso o seu caminho foi bem difícil.

Sempre precisou ser muito mais competente, esforçado e focado que todos.

Grande mérito.

Mesmo porque alguns, em situação similar, poderiam ficar em “berço esplendido” na “confortável e segura sombra” do pai famoso.

Ah, e já vou adiantando, não sou amigo pessoal de Mauro.

Ele sempre foi muito gentil comigo e em algumas oportunidades me convidou para participar de alguns dos seus programas.

Muito pouco para me sentir amigo dele, o que aliás, não é qualquer problema.

Pois bem…

Sua demissão em 1º de agosto pela Rádio Bandeirantes foi recebida com um grande choque.

Afinal o principal comentarista esportivo tinha sido demitido.

Mas inegável também que para muitos, o filho de Joelmir tinha sido demitido.

A justificativa utilizada pela emissora, no entanto, foi justa.

Afinal o empregador sempre tem o direito de demitir quem quer que seja.

E “se as contas não fecham”… mais ainda.

Além disso, muitos outros profissionais competentes, alguns com mais de 30 anos de “casa”, tinham sido demitidos dias e semanas antes.

Fiquei triste, mas certamente, Mauro logo surgiria em outra emissora, afinal, ele realmente é um ótimo jornalista e grande pessoa.

No dia seguinte, no entanto, ao vivo durante um programa, um apresentador, o ex jogador Neto, pediu demissão em troca do retorno de Mauro.

Mauro foi readmitido.

Neto também ficou.

Eis que as coisas ficaram estranhas.

Certamente não foi por conta do pedido de Neto que a demissão de Mauro foi revista.

Pelo menos, o bom senso espera que não.

Mas, foi o que ficou marcado para o publico.

A ação foi equivocada.

Seria razoável, até mesmo, voltar atrás a decisão tomada quanto a demissão.

No entanto, após o discurso de Neto, isto só poderia ser feito, caso o ex-jogador fosse realmente desligado.

Foi por terra a justificativa inicial de “as contas não fecham”.

Um pouco da credibilidade também.

Pois deve haver outras coisas envolvidas.

Vamos supor que diante os fatos ocorridos, novos patrocinadores tenham se sensibilizado e resolvido bancar a manutenção de Mauro.

Ainda assim, o desligamento de Neto deveria acontecer.

Nenhum funcionário pode mostrar, ainda mais, publicamente, ser dono das decisões de uma organização tão grandiosa como a Rede Bandeirantes.

Se Mauro voltou, Neto deveria ser desligado.

Não foi.

Quanto ao retorno de Mauro Beting, muito se falou sobre o fato que ele “não deveria aceitar”.

Discordo.

Conforme foram suas próprias palavras, a Rádio Bandeirantes está dentro dele.

Há, até mesmo, raízes dos tempos de seu pai.

É impossível estar na cabeça de quem está envolvido.

Afinal, a decisão é dele, e acertada ou não, a satisfação cabe a ele e aos seus próximos.

Bobagem tentar julgar.

Deveríamos sim, julgar os jornalistas que, após declararem publicamente apoio a futuros dirigentes de instituições esportivas, aceitam serem contratados ou indicados por estas instituições para trabalhos e projetos remunerados.

Isto sim é imoral.

Deveríamos sim, julgar os jornalistas que aceitam serem contratados por órgãos públicos sem que haja o devido processo licitatório, muito possivelmente por acreditarem que seus nomes servirão de blindagem para eventuais problemas.

Isto sim é imoral.

Por isso que humildemente, afirmo que a única coisa que me chateou nesta situação toda foi o comportamento da Rádio Bandeirantes, diante a ação do apresentador Neto.

Mas vejamos o lado bom, aliás, ótimo, Mauro continua lá.

Obrigado por isso.

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