Júri de cartola acusado de matar jornalista é simbólico para a profissão

Valério Luiz

Em 05 de julho de 2012, o radialista goiano Valério Luiz foi covardemente assassinado com quatro tiros a queima roupa, dos seis que foram disparados.

O suspeito do crime é Maurício Sampaio, então vice-presidente do Atlético/GO, que chegou a ficar 4 dias preso.

As provas, com testemunhas, parecem robustas.

Valério, à época, tecia duras críticas à gestão da equipe goiana.

Os que teriam obedecido às ordens do cartola, segundo acusação do MP-SP, eram PMs que faziam, ilegalmente, a sua segurança.

Seja qual for o resultado do julgamento, que finalmente será iniciado – espera-se que a justiça seja feita de maneira implacável -, trata-se de um episódio simbólico para a profissão, principalmente aos jornalistas que trabalham em bastidores esportivos.

Muitos são ameaçados por violências diversas.

Agressões, assédio judicial e pressões por demissões são frequentes, mas raras as punições.

Esse desequilíbrio prejudica a cobertura esportiva de bastidores que acaba, por medo das represálias, sem a necessária profundidade.

Além dos jornalistas, a maior vítima, em benefício desse tipo de gente, acaba sendo a verdade.

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