Possibilidade de CPI das empresas de ônibus gera pânico em cartolas do Corinthians

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É grande a possibilidade da instauração de uma CPI das empresas de ônibus em São Paulo que teria poder para pedir a quebra de sigilos de ‘administradores’ que estariam ligados ao crime organizado.
Nos bastidores do Corinthians a notícia caiu como uma bomba.
É comentado que o vereador Senival Moura (PT), um dos alvos de recente operação policial, seria, mais do que irmão, sócio do ex-deputado Luiz Moura, expulso do PT após acusações de envolvimento com o PCC.
Os Moura mantém grande ‘parceria’ com o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, de quem, ilegalmente, arrendaram o gabinete parlamentar – com funcionários pagos pela cota de magistrado do cartola, além de vários projetos em conjunto, desde campanha política até mesmo envolvimento em transações de jogadores.
Um campeonato de futebol amador chegou a ser patrocinado pelo grupo.
Senival Moura frequentava, regularmente, o gabinete.
Há quem afirme que desta relação surgiu parte do financiamento de campanha de Sanches à presidência do Timão.
Outros cartolas do Corinthians que mantiveram, ao menos durante algum período, grande proximidade com os Moura foram André Negão, que chefiava o gabinete de Sanches, mas, efetivamente, trabalhava pelos interesses políticos do ‘arrendatário’ do escritório, e Manoel Ramos Evangelista, vulgo Mané da Carne, este em grau menor porque somente tinha interesse em embolsar o contracheque.
Em 2014, Luiz Moura foi apanhado em reunião com líderes que integrariam o PCC.
Anos antes, em 2009, o ex-deputado chegou a ser detido sob acusação de operar máquinas caça-níqueis em postos de combustíveis de sua propriedade.
Em regra, quando não ligada ao crime, a renda dessa jogatina é operada por bicheiros ou policiais corruptos que as jogam no mercado após simulações de apreensões.

Mas não apenas gente ligada a Sanches mantém ‘amizade’ com empresários de ônibus investigados pela polícia de São Paulo.
Existem cartolas, alguns até apresentados como de oposição ao dirigente, que flertam com os recursos de cooperativas de transportes suspeitas.
E de postos de combustíveis também.
No Corinthians, membros da Transcooper, à época presidida por Luiz Moura, chegaram a ocupar cadeiras no Conselho Deliberativo.
Se a CPI – em sendo instaurada – e a Polícia Civil de São Paulo aprofundarem-se, efetivamente, no assunto, há quem assegure que alguns cartolas do Timão não resistiriam à mais básica quebra de sigilos, razão do pânico instaurado durante todo o dia de ontem.
O medo maior seria, realmente, a composição de uma Comissão Parlamentar, que tornaria público, independentemente do resultado final, tudo o que se manteve escondido até então.
Na polícia, acreditam alguns, até por experiências anteriores, o caso poderia ser mais facilmente ‘administrado’.

