Presidente do Corinthians desmoraliza compliance em conversa com ‘organizada’

Duilio e Adriano Monteiro Alves

Apesar de não prestar contas, adequadamente, ao Conselho Deliberativo, o presidente do Corinthians encontrou tempo para fazê-lo aos Gaviões da Fiel, a quem recebeu ao lado do diretor financeiro e de um segurança.

E, como de hábito, faltou com a verdade.

Mas não apenas isso.

Ao ser cobrado sobre punições ao bicheiro Jaça, respondeu que nada poderia fazer porque o contraventor não possuía, oficialmente, cargo no clube.

A resposta, por si, é constrangedora.

O presidente admite, implicitamente, a ingerência extra-oficial de quem, todos sabem, comprou a vaga ao injetar dinheiro na campanha eleitoral.

Não à toa empresas relevantes fogem de qualquer negócio com um clube gerido nesses termos.

Diferentemente do que disse Duílio, Jaça poderia ser punido na condição de conselheiro – pelo episódio explícito da propina para ao ex-vice dos Gaviões -, mas não será, porque parte do Conselho não se importa com o assunto e outra morre de medo da má-fama do sujeito.

Ao dizer que a dívida do estádio caiu para R$ 200 milhões porque o restante estará coberto pelo pagamento dos ‘naming-rights’, Duílio deveria ter apresentando, ao menos, o comprovante de quitação da primeira parcela, inexistente nos balanços de todos os envolvidos (Corinthians, Hypera e Arena Fundo).

Aliás, na contabilidade do Fundo a pendência do Timão aproxima-se de R$ 700 milhões.

Sobre o ‘caso TAUNSA’, Duílio tentou proteger o compliance ao dizer que o departamento analisa os contratos, mas não tem ingerência para intervir.

Em sendo verdade, a culpa do obscuro negócio seria apenas da diretoria.

Daí surgem mais certezas.

Entre as quais a de que o clube joga dinheiro fora ao bancar um compliance ao qual não respeita e o fato do escritório aceitar calado a desmoralização.

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