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A irresponsabilidade da FPF e o comportamento lamentável dos palmeirenses

Era tão óbvio o equívoco que chega a ser suspeita a escalação Matheus Delgado Candançan, de apenas 23 anos, para arbitrar Palmeiras e Corinthians.

Notoriamente um jogo que coloca em risco até os mais experientes da profissão.

Há anos quem tem padrinho não morre pagão nos bastidores do apito, porém, o exagero pode levar ao desastre ocorrido ontem na Arena do Palmeiras.

Candançan estava nitidamente nervoso, para não dizer amedrontado, o que acabou por impactar tecnicamente em sua atuação.

Se não tivesse facilitadores teria se queimado com mais gravidade.

Aproveitando-se da pouca experiência do árbitro, jogadores de Palmeiras e Corinthians deitaram e rolaram nas reclamações; alguma bem excessivas, merecendo até cartão vermelho.

Porém, fora de campo, o comportamento de comissão técnica e dirigentes do alviverde foi ainda pior.

Aos 43 minutos do segundo tempo, o auxiliar palestrino João Miguel Barreto Martins quase grudou nariz com nariz ao quarto árbitro Salim Fende Chavez, o que, por si, já seria inadequado em época de pandemia.

Pela imagem do YouTube, fiquei com a impressão de que o palmeirense fez ainda o movimento de cuspir na direção de Chavez.

Na súmula, porém, o embate foi amenizado:

“Expulso por, sair de seu banco de reservas e ir na direção do 4º árbitro Sr Salim Fende Chavez, reclamando acintosamente das decisões da arbitragem com gestos e ações proferindo as seguintes palavras “Vocês tem que checar, só checam para os caras.”

“Informo ainda que após ser expulso o mesmo confrontou o 4º árbitro antes de sua saída do campo de jogo”

As dezenas de palavrões proferidos foram ignorados.

Por fim, o diretor de futebol Anderson Barros, que deveria servir de exemplo, também partiu pra cima da arbitragem.

Novamente, em aparente covardia ou, talvez, orientado pelos padrinhos, Matheus Delgado minimizou a truculência e ‘não lembrou’ das palavras de baixo calão ao relatar oficialmente o episódio:

“Informo ainda que após o término da partida, quando a equipe de arbitragem iniciou a descida das escadas a caminho do vestiário, o Sr. Carlos Martinho não relacionado na partida, com o uniforme da equipe mandante, veio em nossa direção de maneira exaltada, inclusive me tocando com o corpo no braço e proferindo as seguintes palavras “foi falta antes no pênalti, só vocês não viram, ele empurrou”.”

“Posteriormente, o quarto árbitro se posiciona na frente do mesmo e pede para ele se retirar, quando o Sr. Anderson Barros, diretor de futebol da equipe S.E. Palmeiras, de forma exaltada e agressiva segura a camiseta do quarto árbitro proferindo as seguintes palavras “você não pode falar assim, aqui eu que resolvo as coisas”.”

“Nesse momento o policiamento intervém se colocando a frente da equipe de arbitragem para conter esse diretor, gerando uma reação dos seguranças particulares do clube.”

“Concluo dizendo que houve conflito entre os seguranças e os policiais, sendo finalizado rapidamente.”

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