Conselheiro do Corinthians, parceiro de Andres Sanches, é citado em delação da Ecovias

Pela enésima vez, Vicente Cândido, conselheiro do Corinthians, foi citado em delação premiada na condição de recebedor de propina.
Desta vez por um executivo da ECOVIAS.
R$ 300 mil supostamente embolsados em 2015.
Cândido é parceiro comercial de Andres Sanches, de quem foi diretor na última gestão alvinegra, além de sócio de Marco Polo Del Nero, o ex-presidente da CBF que não pode sair do país.
Dentre outras acusações em que o nome do conselheiro foi lembrado está a de ter embolsado, ao lado doutros cartolas do Timão, dinheiro para facilitar a vida da Odebrecht na construção do estádio de Itaquera.
Vicente foi responsável, também, por intermediar vantagens para o mafioso russo Boris Berezovski, morto há poucos anos, tempos após a tentativa de tomar de assalto o futebol do Corinthians através do preposto Kia Joorabchian.
O oligarca caiu, mas Kia segue atuante nos bastidores alvinegros.
Incansável, Vicente Cândido articula, com Andres e Ronaldo ‘Fenômeno’, uma espécie de ‘dobradinha’ empresarial, que consistiria em criar uma Liga de Futebol sob controle de ambos, com a possibilidade de Sanches, com apoio governamental – a depender das próximas eleições – viabilizar-se à presidência da CBF.
Poucos políticos chafurdam por tantos chiqueiros com a mesma desenvoltura, apoio e impunidade.
Cândido é uma espécie de ‘carta na manga’ dos frequentemente ligados a casos de corrupção.
Pelos préstimos, raramente anda de bolso vazio.
Um problema a ser resolvido não apenas nos bastidores do Corinthians, de uma futura Liga ou da CBF, mas também por um provável Governo Lula, local em que, desde já, o ‘intrépido’ batalha para manter a relevância.
