Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Eu não nasci pra omissão, porque no meu sangue corre indignação”
Aforismo de Gabriela Stacul
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Nada consta
Com relação à agressão do palmeirense Felipe Melo no corintiano Anderson, no túnel de acesso aos vestiários no intervalo da refrega.
Omissão

Impossível que o ético e todo poderoso Sérgio Correa da Silva, que trabalhou na condição de inspetor, não tenha visto ou sido informado sobre o fato, vez que: tocava a ele ficar ligado em todos os acontecimentos e comunicar ao árbitro. Como não o fez, deve ser punido. Né não?
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32ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2017
Sábado 04/11
Santos 3 x 1 Atlético-MG
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
Item Técnico
Como principal destaco que próximo do término da contenda, quando da subida de dois santistas e um dos oponentes propositando cabecear, um deles, com tendo o braço esticado desviou a trajetória da redonda, sou convicto que o assoprador de apito viu, na cara dura, deixou passar batido
Item Disciplinar
Acertou por ter advertido com cartão amarelo 01 santista e 03 atleticanos
Domingo 05/11
Corinthians 3 x 2 Palmeiras
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)
Assistente 01: Rafael da Silva Alves (RS)
Assistente 02: Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS)
Adicional 01: Daniel Nobre Bins (RS)
Adicional 02: Eleno Gonzalez Todeschini (RS)
Inspetor de Árbitro: Sergio Correa da Silva (CBF)
Delegado Local: Flaubert Dias Machado (CBF)
Item Técnico
1º – Quanto ao primeiro gol corintiano, no instante que Romero recebeu a redonda, via TV, fiquei na duvida sobre seu posicionamento; passado o vídeo teipe, constatei a irregularidade, que, entendo, titubeio horrível do assistente 02: Elio Nepomuceno de Andrade Junior
2º – Nos minutos iniciais, quando da disputa pela bola que findou em lateral a favor da equipe alviverde, acintosa e inexplicavelmente o corintiano Gabriel provocou o oponente Borja, por este motivo deveria ter recebido o amarelo; no entanto, seguindo comportar da maioria dos colegas, Anderson Daronco, se esquivou, deixando pra lá
3º – Entendo que agrediu a lei do jogo por não ter dado o segundo amarelo, seguido do vermelho para o corintiano Gabriel, no instante que retornou ao campo sem sua autorização, vez que, caso tenha ocorrido à autorização do assistente 02; Elio Nepomuceno de Andrade Junior, compete ao árbitro, aplicar a lei
4º – Sem titubear, abraçou a correta informação do adicional Eleno Gonzáles Todeschini, marcando a penalidade máxima cometida por Edu Dracena no oponente Jô. Penalidade cobrada por Jô, findada no fundo da rede
Item Disciplinar
Foi correto nos instantes das advertências com cartão amarelo aos 06 corintianos, igualmente, 05 palmeirenses; porém, errou e feio por não ter agido da mesma maneira para com o corintiano Balbuena, no minuto que atingiu o goleiro Fernando Prass.
Em Tempo
Dentre os advertidos encontra-se o corintiano Gabriel; houvesse recebido o primeiro quando da disputa com Borja (conforme exponho no item técnico) somaria 02, fato que lhe proporcionaria o vermelho
Expulsão
Foi correto no momento que mostrou cartão vermelho para o palmeirense Deyverson, contudo, por não ter dado o amarelo para o corintiano Gabriel (conforme relato no item técnico), acima
33ª Rodada – Quarta Feira 08/11
Atlético-PR 0 x 1 Corinthians
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (FIFA-RJ)
Item Técnico
Por diversas vezes o assoprador de apito agrediu as leis
1ª – A inexplicável penalidade máxima que sinalizou quando do toque da bola no braço do corintiano Fagner, vez que, claramente, a imagem televisiva do ocorrido, expõe o movimentar dois braços do zagueiro corintiano era normal, assim que seu oponente chutou a redonda, ele, jogou o braço, no entanto, seu braço foi tocado através celeridade da redonda. Penalidade batida por Nicão, seguida da defesa do goleiro Walter
2ª – Viu, marcou falta e, se fez de migué, sequencialmente, covardemente deixou de dar cartão vermelho para o atleticano Thiago Heleno quando do violento carinho no oponente Romero
3º – O mesmo ocorreu após falta marcação da falta praticada por Balbuena, defensor corintiano, vez que: pós-sinalização, maldosamente, Balbuena pisa no seu oponente
Item Disciplinar
Cartões amarelos: 01 pra corintiano e 02 para atleticanos
Rematando
As leis do jogo foram impetuosamente agredidas
Santos 1 x 2 Vasco da Gama
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Item Técnico
Desta refrega assisti ao vídeo, durante o mesmo, notei que os representantes das leis do jogo foram pouco exigidos, como também, que, não tiveram interferência no resultado
Item Disciplinar
Advertência correta com cartão amarelo para 02 santistas e 05 vascaínos
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Politica
Capitalismo mafioso faz do Brasil uma triste república bananeira

Nem em seus 100 anos de vida, se considerado o momento de sua vitória na Rússia, o comunismo conseguiu corroer o capitalismo na América Latina como o fez uma única empresa brasileira nos últimos anos. Sim, estou falando da Odebrecht, ré confessa do que chamou em nota oficial de “práticas impróprias”, um eufemismo para atividades criminosas, mafiosas mesmo.
O jornal espanhol “El País” publicou nesta quinta-feira (9) duas páginas relatando, com uma pilha de documentos, como a empresa operou para pagar US$ 200 milhões (R$ 650 milhões) em subornos a 145 políticos e funcionários da América Latina, conforme informe da polícia do Principado de Andorra.
Por que Andorra? Porque o esquema era suficientemente sofisticado para abrir contas para os subornados no BPA (Banca Privada d’Andorra), no tempo em que esse pequeno país era um paraíso fiscal (condição que renegou apenas no ano passado).
O jornal espanhol teve acesso à documentação confidencial que políticos, ministros, funcionários, advogados e testas-de-ferro de Equador, Peru, Panamá, Chile, Uruguai, Colômbia, Brasil e Argentina apresentaram ao BPA para abrir suas contas secretas.
A Odebrecht transferia, então, a essas contas subornos milionários que maquiou como serviços que de fato nunca prestou. Se esse não é um esquema mafioso, qual seria?
As investigações, no Brasil, nos Estados Unidos e em Andorra, entre outros países, afetam administrações de direita (Michel Temer, no Brasil, Juan Manuel Santos e Álvaro Uribe, na Colômbia), por exemplo, ou de esquerda, como Luiz Inácio Lula da Silva, Néstor Kirchner na Argentina, Rafael Correa no Equador, e populistas difíceis de enquadrar em direita ou esquerda, como o peruano Ollanta Humala (que está preso).
Posto de outra forma: vote você na direita, na esquerda ou no centro, de pouco adianta. Haverá uma grande chance de que políticas públicas sejam definidas não pelo eleito mas por quem o compra.
É pior, pois, que o chamado “capitalismo de compadrio”. É capitalismo mafioso.
As obras públicas, indispensáveis para o funcionamento de países em que a infraestrutura ainda é precária, só andam com a graxa suja dos subornos.
Por extensão, choca verificar a grita que há em alguns setores da mídia, do empresariado, do Judiciário e da advocacia contra a Lava Jato.
Criticar eventuais excessos da Lava Jato é natural e saudável. Mas é desonesto mudar o foco: alguns pronunciamentos passam a impressão de quem roubou, quem corrompeu, foram Rodrigo Janot, Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato. Com todos os defeitos que possa ter, o fato é que essa operação lancetou a ferida.
Entende-se que os políticos queiram, sempre, “estancar a sangria”, na famosa frase que Romero Jucá soltou na gravação com Sérgio Machado. A tal “sangria” pôs à luz do dia, só no caso relatado por “El País”, US$ 200 milhões (R$ 650 milhões).
(Fique claro que esse valor e o número de envolvidos referem-se a apenas uma gaveta da corrupção, a que era operada via o banco andorrano).
Alguns políticos já receberam, como se comprova pelas malas cheias de dinheiro que circularam para baixo e para cima. Os que não receberam esperam receber algum dia. E, claro, há meia dúzia de honestos que não entram no jogo.
Entende-se, perfeitamente, que apenas 7% dos brasileiros digam ter confiança nos políticos, o último lugar entre os 18 países pesquisados pelo “Latinobarómetro” no mês passado.
Mas os políticos são apenas uma ponta do propinoduto: na outra ponta, sem a qual ele não existiria, estão empresários de grosso calibre, como Marcelo Odebrecht, chefão de uma empresa com 168 mil empregados e tentáculos em 28 países. Sem mencionar outras empreiteiras igualmente apanhadas na rede da Lava Jato e empresas como a JBS – de comportamento igualmente mafioso. Todas criminosas confessas.
Enquanto o capitalismo brasileiro for representado por esse tipo de gente, o Brasil será uma república bananeira.
Criação do jornalista Clóvis Rossi – Publicado no Jornal Folha de São Paulo do dia 10/11/2017
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Policia Federal

O novo diretor da Policia Federa nomeado por Michel Temer, será o delegado Fernando Segóvia.
Conforme noticiado Segóvia tem o apadrinhamento dos famosos e ilibados José Sarney e Eunício Oliveira, atual presidente do senado deste carcomido Brasil, brasileiro
Expectativa
Abrangerá os passos tomados pelo nomeado, vez que, na condição de cidadão, aguardo que cumpra seu dever e obrigação com lisura e respeito para com a verdade, mesmo que alguns dos seus amigos, tenham ou estejam incluídos no rol dos ladrões que meteram e metem a mão nos cofres públicos
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Finalizando
“A responsabilidade de um parlamentar federal é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes. Não pode haver ofensa mais grave do que a daquele que trai o mandato parlamentar e a sagrada confiança que o povo nele deposita para obter ganho próprio”
Sérgio Fernando Moro – É juiz federal da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, escritor e professor de direito processual penal na Universidade Federal do Paraná
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-12/11/2017
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol e pelo YouTube:
*A coluna é também publicada na pagina Facebook: “No intervalo do Esporte”
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
