Os Trikas e a facção dependente

Durante a semana, o departamento de marketing do São Paulo decidiu incorporar no cotidiano de comunicação do clube o apelido ‘Trikas’, que, há algum tempo, era utilizado por torcedores em redes sociais.

Referência, óbvia, a ‘Tricolor’.

Por razões somente encontráveis em cérebros atrasados e doentios, a mais dependente das facções organizadas, curiosamente autodenominada ‘Independente’, que se apresenta – sem nunca ter sido – como representante de torcedores do clube, reagiu com palavras preconceituosas e, pior, ameaçadoras.

Dentre os desatinos publicados em ‘nota oficial’, selecionamos:

“(…) na arquibancada não terá essa modinha de ‘Trikas’. Não tentem a sorte (…) fomos claros?”

“Pra sua ‘trika’ não virar ‘zica’ pro seu lado. Estamos avisando numa boa, pra depois ninguém dizer que não sabia”

“E vocês aí, da Comunicação do SPFC ou Assessoria de Imprensa. Nossa Instituição trimundial não permite palhaçada, Perfeito?”

Horas depois, num jogo de torcida única pela Copa São Paulo, dois marginais que saíram do local em que permanecia a ‘Independente’ na Arena de Barueri – um deles portando faca, invadiram o gramado em direção a jovens atletas do Palmeiras.

Nenhuma manifestação de repúdio da facção, até então.

O São Paulo precisa decidir que rumo pretende seguir nos próximos anos.

Permanecer no atraso ou abraçar, de vez, o profissionalismo.

Em escolhendo o progresso, se faz necessário cortar o cordão umbilical que permite esse tipo de gente ameaçar torcedores e a própria direção do clube, além dos adversários, dando fim aos financiamentos espúrios e às facilidades diversas, entre as quais reuniões de intimidação com jogadores, etc.

Por mais Trikas e menos bandidos no futebol.

Quando todos forem tratados de maneira igualitária nos estádios, nos direitos e deveres, a seleção de civilidade dar-se-á naturalmente, afugentando do convívio quem não consegue se portar em sociedade.

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