Juventus acerta venda do futebol por apenas R$ 13 milhões. SAF será administrada por ex-vice-presidente do Corinthians

Luis Paulo Rosenberg e Caio Campos

Luis Paulo Rosenberg, cartola ligado ao Corinthians – ex-vice-presidente do clube, parceiro notório de Andres Sanches, está envolvido na compra do futebol do Juventus pela multinacional italiana ‘Almaviva’, noticiada em primeira mão pelo Blog do Paulinho.

O valor a ser pago será de inexpressivos R$ 13 milhões.

Em comparação, Cruzeiro e Botafogo negociaram suas SAFs por R$ 300 milhões, cada.

À ocasião, alertamos:

“A dúvida, porém, ainda não explicitada: quem, provavelmente ligado aos negócios do futebol, efetivamente, colocará a mão na massa?”

“Obviamente a gestão esportiva será de um profissional do ramo”

“Essa resposta tem que ser exigida antes de qualquer definição do associado, capaz de antecipar se o acordo seria realmente para sucesso bilateral, ou seja, dinheiro no bolso dos investidores e reaquecimento esportivo da agremiação”

A matéria completa pode ser conferida no link a seguir:

Multinacional italiana está prestes a comprar o futebol do Juventus

Rosenberg participou das principais polêmicas da gestão Sanches.

O cartola foi o principal negociador do Corinthians na investigada obra do estádio de Itaquera – acusada de beneficiar, sob propina, diversos dirigentes do clube; esteve por detrás de contratos polêmicos envolvendo a marca alvinegra, como os das lojas ‘Poderoso Timão’, sendo acusado de, ao mesmo tempo, ser vendedor (pelo Timão) e comprador, na condição de sócio informal da Poá Textil, que, posteriormente, passou a ser conhecida como ‘SPR’.

Em todos esses ‘eventos’, quem ‘arregaçou as mangas’ por Rosenberg foi seu braço direito, Caio Campos, sempre assessorado por Alex Watanabe.

Campos dividia-se entre a condição de CEO formal da SPR; CEO do estádio de Itaquera e Superintendente de marketing do Corinthians.

A relação, apesar de não confessada, era tão explícita que, em 2017, Sanches e Rosenberg estiveram em confraternização de funcionários da empresa.

Andres Sanches e Luis Paulo Rosenberg em confraternização da SPR – julho de 2017

É exatamente Caio Campos que, formalmente, será responsável pela gestão administrativa da SAF do Juventus, com 90% das ações a serem adquiridas pela ‘Almaviva’.

Em se repetindo os eventos anteriores, o clube serviria, primordialmente, de entreposto comercial para Luis Paulo Rosenberg e, consequentemente, abriria lucrativa porta de transações de jogadores aos hábitos suspeitos de Andres Sanches e todos aqueles – velhos conhecidos dos bastidores de Parque São Jorge – que o cercam.

Levando-se em consideração que 20% do lucro da operação, obrigatoriamente, devem ser destinados à quitação de dívidas do Juventus, trata-se, por óbvio, de um cenário pantanoso.

Rosenberg, através de Caio, acertou a chegada de Gustavo Oliveira, ex-diretor de futebol do São Paulo, para assumir as mesmas funções no clube da Mooca.

Trata-se de outro profissional que saiu do emprego anterior sob críticas diversas.

Selecionamos os detalhes mais relevantes da transação entre o Juventus e a Almaviva:

  • o futebol do Juventus será vendido à multinacional italiana pela irrisória quantia de R$ 13 milhões; o pacote inclui os direitos sobre todos os jogadores profissionais e amadores (das categorias de base);
  • eventuais distratos com parceiros atuais do futebol serão de responsabilidade do Juventus, não da SAF;
  • a venda dos 90% do futebol do Juventus é irreversível, excetuando-se, porém, duas clausulas que, se descumpridas, dariam ao clube a opção de retomar as ações pelo simbólico preço de R$ 1: o rebaixamento da agremiação ou a falta de acesso à divisão superior nos dois anos posteriores à assinatura do contrato;
  • a SAF pagará ao Juventus o valor de R$ 30 mil mensais pelo aluguel do estádio da Rua Javari, que permanecerá de propriedade do clube, não da Almaviva;
  • Nenhuma outra remuneração será recebida, excetuando-se os obrigatórios repasses de possíveis dividendos (limitado aos 10% de participação do clube na SAF) e os 20% do lucro – se houver, que somente podem ser utilizados para quitação de dívidas pretéritas, cessando após a quitação da última pendência listada.

Nesse contexto, é bem provável que, no curto prazo, o Juventus resolva seus problemas financeiros mais complicados, porém, é impossível garantir, por conta dos nomes envolvidos nesta ‘parceria’, que o futuro estaria garantido – lembrando que, por conta dos 10% da SAF que pertencerão à agremiação, existe a possibilidade de concorrência jurídica solidária a eventuais dívidas futuras contraídas pelo futebol.

A preocupação maior é a previsão, em contrato, da emissão de debentures pela Almaviva (espécie de empréstimo) que, se não honradas, deverão ser absorvidas, proporcionalmente, pelo Juventus.


Em tempo: apesar do acerto entre a diretoria do Juventus e os compradores italianos, o contrato somente entrará, efetivamente, em vigor, após anuência do Conselho Deliberativo e, posteriormente, da Assembleia Geral.

A Assembleia, que estava marcada para semana passada, foi adiada para que os cartolas juventinos esclareçam dúvidas dos conselheiros, muitas delas explicitadas nesta postagem.

Ou seja, ainda há tempo de evitar o desastre.

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