A ‘bandeira de Duílio’ no Corinthians

Em 05 de janeiro de 2021, Roberto Andrade, após humilhante expulsão da ‘Nova Veículos’ – empresa em que trabalhava – sob acusação de roubo, assumiu a diretoria de futebol do Corinthians e, logo na primeira entrevista coletiva, discursou:

“Quando o Duílio falou em ‘pés no chão’, eu também já usei. Não quer dizer que vai ser zero contratação e deixar o time largado. É não trazer o cara de R$ 1 milhão por mês. Agora, oportunidade de mercado, para deixar o time mais forte, isso sempre vai acontecer”.

“Por R$ 1,5 milhão não vai dar para trazer. Mas tem outros mais baratos e com a mesma qualidade. Jogadores virão, mas sempre com responsabilidade. É uma bandeira do Duilio: responsabilidade com o caixa do clube”.

Meses depois, ao menos quatro jogadores foram contratados pelos vencimentos, até então, tratados pelo próprio Roberto como irresponsáveis.

2022 promete novas aquisições nesse patamar, além das renovações (antecipadas) de jogadores do agente Carlos Leite (Cassio e Fagner), que passarão a receber entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão cada.

Digamos que existisse, a suposta ‘bandeira de Duílio’ se viu ateada em fogo junto com a seriedade dos dirigentes do Corinthians e a conivência silenciosa de um departamento de compliance inserido na agremiação por sugestão de um ex-opositor calado pela primeira ‘carteirinha’ oferecida.

Essa gente, que criticava as ‘proezas’ do atual presidente enquanto diretor de futebol em ações judiciais e lives no YouTube, agora as promove em inserções pagas pelas mídias sociais, apesar de, oficialmente, não receberam salários da agremiação.

“Teu passado é uma bandeira, teu presente uma lição’, trecho do hino do Timão, parece premonitório do que se observa, atualmente, nos bastidores de Parque São Jorge.

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