O desamor de Marcio Bittencourt pelo Corinthians

Jaça e Marcio Bittencourt

Em 1990, ainda apenas torcedor, confesso que a garra de Marcio Bittencourt, o carregador de piano num meio campo em que Neto precisava brilhar, emocionava-me tanto quanto os gols decisivos do então ‘Xodó da Fiel’.

Não apenas eles, mas também a paixão explicitada pelo goleiro Ronaldo Giovanelli, que misturava técnica apurada com a irresponsabilidade, charmosa, de um torcedor de arquibancada.

Os anos se passaram e esse aparente ‘amor’ pelo Corinthians se perdeu.

O mais bem sucedido deles, o apresentador Neto, muda de opinião de acordo com a conveniência política e comercial, conforme demonstram elogios recentes, e rasgados, à péssima administração Duílio’ do Bingo’ – a qual aderiu, inconfessadamente, com o próprio advogado dirigente.

Giovanelli, conforme demonstram diversas ações judiciais em esferas cíveis, aparentemente seguiu descontrolado e, talvez por isso, deixou o sentimento de lado e passou a usufruir das facilidades dos bastidores alvinegros.

De comentarista a ‘Rei do Camarote’.

Bittencourt, pós carreira, parecia o mais promissor – fez grande trabalho como treinador antes da chegada da MSI no Timão, mas acabou amargurado, dependente de gente da pior espécie em Parque São Jorge.

Em comum, além do descrito, o trio tem a proximidade com notório bicheiro que infelicita, sem cargo, a base do Corinthians, sem ser admoestado por ninguém, desde o presidente até juristas importantes, que, escandalosamente, quando não fecham os olhos, dividem com ele mesas em festividades.

A imprensa também se cala, tratando-o, covardemente, apenas como ‘conselheiro influente’.

Nesse contexto, Marcio aceitou assumir cargo de comando no departamento amador do Timão, que antes era de um pupilo do agente Carlos Leite, que saiu em busca de voos maiores no Vasco da Gama.

Na prática, mero funcionário do contraventor.

Há de se ter muita decepção na vida para se submeter a essa humilhação, principalmente quando havia tanto amor envolvido, nos anos 90, entre o ex-atleta e o clube.

A cooptação, as péssimas companhias ou, talvez, uma elasticidade de princípios, não demonstrada no auge da popularidade, podem justificar a ‘quebra do encanto’, permissora das barbaridades a que, ao que parece, estaria sujeito a acobertar.

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