Na Justiça, oposição tenta evitar golpe de Casares no São Paulo

No recente dia 07 (terça-feira), quatro membros da oposição tricolor, Denis Ormrod, Pedro Baggio, Carlos Norberto Canata e Alberto Carlos Ferreira, ingressaram com ação contra o São Paulo, solicitando liminar para impedir a Reunião Extraordinária do próximo dia 16, que objetiva alterações ditatoriais no Estatuto do clube.
Aguarda-se, desde então, a decisão da juiza Monica Lima Pereira, da 3ª Vara Cível do Butantã.
Entre os pedidos está o de suspensão da reunião até que se decida o mérito da ação nº 1007807-81.2020.8.26.0704, que colocou sub-judice, por acusação de fraudes, as últimas eleições para conselheiros do São Paulo.
Outra solicitação é, em caso de entendimento contrário da juíza à primeira solicitação, que, em ocorrendo a reunião, os efeitos das decisões somente possam vigorar à partir de 2023, pós novo pleito, evitando que os atuais ocupantes do cargo legislem em causa própria.
Muitas são as aberrações – verdadeiros atentados contra o São Paulo, previstas para acontecer, levando-se em consideração que a composição do Conselho é 75% de ‘casaristas’.
São listadas na ação (destacamos as mais relevantes):
- extensão do mandato dos atuais conselheiros (que estão sub-judice) de três para seis anos;
- a consequência dessa ampliação seria a reeleição, óbvia, dos atuais dirigentes (Presidente, vice, etc);
- suspensão preventiva de associados e conselheiros, ou seja, seria ampliada a perseguição, já em curso, que tem levado a punições qualquer pessoa, dentro do São Paulo, que ouse contrapor-se aos atuais gestores
- votação virtual, com direito a voto secreto, subterfúgio para fugir da pressão de torcedores e associados.
Mais do que a possibilidade contínua de rebaixamento e do caos financeiro reinante, com dívida de aproximadamente R$ 700 milhões, o São Paulo, se permitidas as manobras anunciadas, será rebaixado como instituição, passando a ‘pertencer’ a determinado grupo que já deu mostras de apreço a comportamentos ditatoriais e parece, assim como em passado recente, gostar de se envolver em negócios complicados.
