As teorias de (e sobre) Abel Ferreira

Após a conquista de dois títulos de Copa Libertadores em sequência, além doutros resultados também relevantes noutros torneios – excetuando-se a desastrosa participação no último Mundial de Clubes, não há como deixar de reconhecer que Abel Ferreira, que chegou ao Palmeiras sem currículo relevante, é um bom treinador de futebol.

O português, assim como ocorre com os melhores professores – não necessariamente apenas de esportes, sabe se fazer entender e consegue introduzir suas ideias aos jogadores por ele comandados.

Se gostamos do estilo de jogo de seus times é outra história.

Abel fez do Palmeiras campeão, mas não gerou paixão do torcedor por suas equipes.

Não à toa, prestes a trocar de emprego – pelo menos é o que sugere sua mais recente entrevista, será reverenciado, por gratidão, mas inexistirão grandes manifestações para evitar o destino provável.

O Palmeiras, pela história e DNA ‘Acadêmico”, além do milionário investimento, merece ser treinado por um profissional melhor do que Abel – por enquanto, apesar de comprovadamente vitorioso, um profissional mediano/promissor.

Unir bom futebol à eficiência é possível e o próprio Verdão é exemplo desse tipo de realização.

Independentemente disso, Abel sairá do Brasil consagrado e com as portas abertas, estudioso que é, para evoluir na carreira, iniciada, em padrão relevante, apenas quando pisou em Palestra Itália

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