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O caso Prevent Senior e as lições do Lavajatismo

Recentemente, o Brasil foi apresentado, por conta de brilhante trabalho jornalístico do ‘The Intercept’, às manobras de um grupo de investigadores que, a pretexto do combate à corrupção, comportava-se como se fosse acima do bem e do mal.

Descobriu-se que a ‘Operação Lava-Jato’ descumpria leis, torturava investigados – trocando prisão preventiva por delação premiada e manipulava dados para influenciar nas eleições presidenciais.

Em meio a esse caos, tanto MPF quanto PF, pressionados pela mídia – a quem também fomentavam, criminalizaram grandes empresas, em vez de punir, tão-somente, os dirigentes infratores.

É grande a diferença entre prender o dono de um mercadinho de bairro, que é extensão do proprietário, e um grupo de pessoas que, no contexto de um grande conglomerado, pode ser substituído por outro mais qualificado.

No primeiro caso, é impossível salvar a empresa; no outro, é necessário fazê-lo.

A Prevent Senior revolucionou o mercado de planos de saúde ao investir em profissionais e redes de atendimento próprios, diferentemente doutros planos que apenas vendem a intermediação dos serviços de estabelecimentos diversos.

O resultado, com a cobrança de mensalidades mais justas e reajustes, quando efetuados, 50% mais baratos do que as concorrentes, gerou fuga imediata de clientes para a operadora.

A perda de quase a totalidade de assistidos com faixa etária acima dos 55 anos de idade, que migraram para a Prevent, iniciou grande guerra comercial.

Esse trabalho não pode ser deixado de lado, sob risco de grande retrocesso e manutenção dos cartéis que há anos definem os preços de mensalidades em planos de saúde dos mais variados níveis.

A Prevent comprovou, na prática, a existência de sobrepreço nas demais.

Obviamente, nada disso livra a empresa de responder à Justiça pelas graves acusações reveladas pela CPI do Genocídio.

A associação criminosa de dirigentes graúdos do grupo com marginais do Governo Brasileiro deve ser punida do mais alto rigor da Lei.

Em Haia, se necessário.

Porém, essa pena não deve ser estendida ao modelo, por enquanto único, de acolhimento protagonizado pela Prevent aos idosos de baixa renda e até a alguns ricos que abandonaram os planos que, há anos, lhe assaltavam.

Em ocorrendo isso, novo crime de saúde será promovido contra a parte mais necessitada da população, que se verá impossibilitada de ser atendida em rede privada e migrará para o abarrotado SUS, incapaz, no momento, de atender, com excelência, a todos os casos que ingressarem no sistema.

O apenamento da Prevent Senior se faz necessário, assim como a fiscalização rigorosa de suas atuações futuras, pela responsabilidade de ter abrigado em seus quadros gente indigna do exercício da nobre profissão da medicina.

Que estes, em condenados, sejam presos.

Porém, há de se ter cautela com a operadora.

Inviabilizar a continuidade da Prevent, ainda que, naturalmente, seja difícil recuperar a credibilidade, beneficiaria apenas aos que concorrem com a empresa, assaltantes, há anos, do bolso de seus ‘assistidos’, a base de preços extorsivos e sucateamento do atendimento, inclusive em hospitais nobres, motivo da não adesão dos principais profissionais do mercado.

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