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Por que Andres Sanches segue impune e reinante no Corinthians?

Em abril deste ano, após dois anos de atraso (!!!), as contas do ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, foram reprovadas pelos Conselho Fiscal, CORI e Conselho Deliberativo.

Levando-se em consideração que as anteriores, e também a posterior, não eram muito melhores, mas, ainda assim, conseguiram aprovação – por conta do cabresto imoral existente no Parque São Jorge, dá para ter a dimensão exata da tragédia implícita nessa documentação.

Qualquer clube de hábitos decentes faria questão de punir, exemplarmente, o cartola, além de retirar-lhe dos bens pessoais as devidas reparações.

Não é caso do Corinthians.

Infestado por parasitas que circulam no entorno do afamado cartola, o ambiente interno alvinegro trabalha para que o caso seja esquecido.

Sanches segue, além de impune, dando as cartas no Corinthians, dono das cordas de um presidente submisso, mas esperto, que precisa salvar as contas de sua família.

O departamento jurídico, administrado por ex-desafeto cooptado, finge nada ver e não move uma palha para defender os interesses do clube, como se fossem advogados particulares do grupo reinante.

A Comissão de Ética, que rechaçou qualquer possibilidade de punição a Sanches, possui o amparo moral de acusados de receber propina da Odebrecht e dos que facilitam a vida de quem rouba dinheiro de idosos aposentados.

No Conselho, magistrados trocam a honra e o dever implícito em seus cargos para empregar filhos no clube e obter benesses diversas, outros, menos qualificados, sobrevivem do espaço cedido para pequenos golpes, alguns explícitos, como a propriedade, ilegal pelo Estatuto, de um bar nas dependências alvinegras, frequentado por muitos dos que deveriam garantir o cumprimento da Leis.

O Corinthians é um clube, politicamente, com frequência predominantemente cafajeste, muitos sob discursos de moralidade que não se sustentam ao primeiro esbarrão com a verdade.

Dos poucos, raríssimos, que ainda tentam fazer as coisas certas, a lentidão em agir ou propor ações mais incisivas na Justiça se dá pelo medo de indisposição a um sistema que acaba por marginalizar pessoas de bem, como se delatores fossem de uma bandidagem acostumada às regras do submundo.

Somente a extensão do quadro eleitoral para fora dos portões do Parque São Jorge, ambiente contaminado pela corrupção sistêmica, poderá, talvez, frear o andar de uma carruagem fadada a permanecer empacada nesse lamaçal que mais parece areia movediça.

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