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Voto impresso, orelhão e máquina de escrever: pela volta dos que já foram

Da FOLHA

Por FLÁVIA BOGGIO

Para comprovar fraudes nas eleições, Bolsonaro mostrou um vídeo de um astrólogo que já fez acupuntura em árvores

No último domingo, manifestantes foram às ruas em algumas cidades para pedir pela volta do voto impresso.

Os protestos, que se iniciaram ainda pela manhã, contavam com participantes vestidos de verde amarelo. Alguns deles portavam cartazes pedindo intervenção militar, caso as eleições não fossem impressas e depositadas em uma urna transparente.

O próprio presidente Jair Bolsonaro apareceu por transmissão ao vivo, por meio de carros de som, dizendo que sem voto impresso não haverá eleições, em uma clara ameaça à democracia. Para comprovar, mostrou um vídeo de um astrólogo que já fez acupuntura em árvores denunciando supostas fraudes nas eleições.

Aproveitando as manifestações por algo extinto há décadas, algumas pessoas se juntaram ao movimento para exigir a volta de outros utensílios e métodos aposentados.

Foi o caso de Cleusa dos Santos, que carregava o cartaz “Sangria para todos”, protestando pela ampliação do tratamento terapêutico que faz pessoas sangrarem. “Fizeram sangria para curar a pneumonia do meu bisavô e ele sobreviveu. Então só pode dar certo”, falou a dona de casa.

O contador Roberto Sabino foi às ruas com o cartaz “Pela união dos lixos”, contra a separação dos lixos reciclados e orgânicos. “Há séculos misturamos os lixo, porque temos que fazer diferente?”, questionou o manifestante. “Estou cansado da minha mulher brigar comigo porque não consigo separar a embalagem de detergente das cascas de frutas”.

“Olivetti já!”, gritava o motorista Paulo dos Santos, protestando pela volta da máquina de escrever. “Depois do voto impresso, agora é hora de lutar pela datilografia conservadora. Chega de computadores, queremos a volta da máquina de escrever!”, reclamava o motorista, que foi demitido porque se recusou a aprender a usar o Word.

Já o manifestante Leandro Sabino se juntou ao grupo de manifestantes gritando “Celular é coisa de bicha! Pela volta do orelhão com ficha!“, pedindo o antigo telefone público. “Só com orelhão eu sei que estou ligando realmente para quem eu quero ligar”, questionou Sabino. No final da manifestação, pediu o celular emprestado a um amigo para chamar um motorista pelo aplicativo.

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Um comentário sobre “Voto impresso, orelhão e máquina de escrever: pela volta dos que já foram

  1. Jose Ricardo

    Mais uma vigarista intelectual travestida de jornalista que é contra voto auditável só pra ser contra Bolsonaro…. Ninguém quer voto feito no papel, apenas uma impressora acoplada a urna eletrônica que vai imprimir o voto mostrando ao eleitor se foi aquilo mesmo que ele votou. Em seguida o voto impresso cairá numa urna lacrada, ninguém sairá com comprovante de voto na mão. Caso a impressão seja diferente daquilo o eleitor votou, ele comunicará ao presidente da seção a divergência pra que a urna seja auditada. Se não houver contestação os votos serão incinerados, se houver contestação os votos serão contados manualmente pra ver se bate com a urna. Simples não?

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