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O mistério dos atletas campeões esquecidos pelas agências de publicidade

Chamou a atenção a declaração do judoca português Jorge Fonseca que, apesar de ser bi-campeão mundial e medalhista olímpico em Tóquio, teve solicitações de patrocínio recusadas por gigantes da fabricação de materiais esportivos:

“Dedico essa medalha aos dirigentes da Adidas e da Puma, por dizerem que eu não tinha capacidade para ser seu representante. Já mostrei que sou bicampeão do mundo, terceiro nas Olimpíadas, o que preciso mais para ser patrocinado pela Adiadas e Puma?”

Duas situações claras estão inseridas nesse contexto; vamos detalhá-las, utilizando exemplos recentes ocorridos no Brasil.

No Surf, Ítalo Ferreira, atual campeão mundial e Olímpico de Surf, era detentor de pouquíssimos patrocínios, nem todos de marcas relevantes, enquanto seu vice no campeonato do mundo, ex-campeão, mas sequer medalhista nas Olimpíadas, além do amparo de quase duas dezenas de marcas, detinha enorme apoio midiático.

Como explicar?

No óbvio, a cor da pele, e outros preconceitos, parecem influenciar o comportamento das agências de publicidade, porque, certamente, nos casos expostos, não se trata de desqualificação esportiva.

Porém, não apenas isso.

Gabriel Medina é assessorado, nos bastidores, pelo mesmo clã que se dedica a Neymar, conhecido por movimentações de bastidores que, supostamente, seriam facilitadoras do vai-e-vem de comissionamentos indevidos triangulado entre os detentores das marcas, as agências e os atletas, que seriam responsáveis pelo ‘retorno’ de verba, muitas vezes à margem do conhecimento das grandes empresas.

Em tese, roubo ou corrupção disfarçada de transação comercial.

Apesar do judoca português ter desabafado contra as marcas, normalmente são as agências que decidem onde o dinheiro será despejado.

Outro caso notório, em que a possibilidade de preconceito racial está descartada, mas a ingerência dos meios de comunicação foi explícita, se deu na primeira disputa olímpica em que o nadador Cesar Cielo encantou planeta.

No Brasil, só se via anúncios com o rosto de Thiago Pereira, imensamente inferior ao compatriota, mas com staff muito bem relacionado com a Rede Globo.

O resultado esportivo é conhecido e destoava da publicidade e dos comentários da emissora.

Nunca foi mensurado o prejuízo ou as possibilidade de lucros perdidas com a decisão equivocada, nesse caso, das agências.

Diante dessa realidade, de negociações, há anos, pessimamente conduzidas pelo mercado, se não aos controladores, caberia, talvez, aos acionistas das empresas cobrarem mais transparência nas tratativas, além de apurações de prejuízos diante de resultados tratados, por vezes, como positivos, mas possivelmente inferiores aos que poderiam ter sido apresentados se melhores administrados.

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