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Gestão de ‘bicheiro’ destruiu as categorias de base do Corinthians

Andres Sanches e Jaça

Ontem (11), no Parque São Jorge, o sub-20 do Corinthians, principal equipe das categorias de base do clube, sofreu uma das maiores – se não a maior – humilhações de sua história ao ser goleado pelo Vasco da Gama por seis a zero.

E foi pouco.

A equipe alvinegra ocupa a última colocação do torneio com apenas um ponto ganho, conquistado, na abertura do torneio, contra o Internacional.

De lá para cá, além do vexame de ontem, o Corinthians, também na Fazedinha, foi humilhado pelo Atlético/MG, por quatro a zero, e perdeu para o Fortaleza, no Ceará, por um a zero.

Em quatro jogos, o clube assinalou um mísero gol e sofreu doze.

Concorre, em piores condições, com o time profissional, que, após a derrota de ontem, para o Fortaleza, ficou mais próximo da zona de rebaixamento.

A culpa para esse desastre, óbvia, advém da política de promiscuidade com agentes de jogadores em detrimento à meritocracia.

Se antes, para jogar no Corinthians, a garotada tinha que ralar nas peneiras, depois em treinamentos, nos dias atuais basta aceitar o achaque dos abutres – porque os que se recusam são mandados embora – e, de acordo com a relevância do intermediário e, principalmente, o ‘embolsamento’ da cartolagem, garantir a titularidade.

O responsável pela introdução desse sistema, há quatorze anos, foi o ex-presidente, mas ainda ‘capo’ de todos, Andres Sanches; o atual mandatário, Duílio ‘do bingo’ Monteiro Alves, segue o jogo, sob as ordens do cartola.

Não se trata, porém, apenas de submissão, mas de parceria, porque ambos sempre se deram bem em conjunto.

Por essas razões, enquanto, midiaticamente, Duílio anuncia compliance no Parque São Jorge, paralelamente, permite que o submundo da jogatina clandestina seja gestor da ‘galinha dos ovos de ouro’ alvinegra, ou seja, o departamento de base.

O resultado não poderia ser diferente.

Da caneta de Duílio não saiu a posse oficial do afamado ‘bicheiro’ Jaça – ligado a Sanches na mesma intensidade em que os ratos frequentam os esgotos -, que prefere atuar às sombras, mas a de seu fantoche, Osvaldo Neto, que, despudoradamente, possui duas empresas de agenciamento de atletas registradas em seu nome.

Em meio a isso, o treinador Pugliese é ligado ao que existe de pior no submundo de Campinas, parceiro de acusados achacadores do site ‘Futebol Interior’, parente de Artur Eugênio Mathias, sócio do conselheiro Edgard Soares, que esqueceu-se de votar na reunião marcada pela rejeição de contas da gestão Andres Sanches.

O novo gerente, Carlos Brazil, é ligado ao intermediário Carlos Leite e, recentemente, ministrou palestra num workshop de agenciamento de jogadores.

Havia algum tempo, o Corinthians era conhecido pela excelência na formação de jogadores; depois, deixou-se isso de lado para a busca de resultados e conquistas que pudessem ‘esfumaçar’ os esquemas notórios do departamento.

Hoje, nem isso.

O clube não revela ninguém e virou saco de pancada nos campeonatos em que disputa.

Todos no Corinthians sabem que a base é tocada pelo bicheiro, desde o presidente, passando por todas as diretorias – inclusive a que abriga o compliance, até o mais humildade dos funcionários.

Porém, ninguém toca no assunto.

Uns por relações comerciais, outros por conveniência (apego ao cargo), muita gente por medo.

Menção honrosa, nesse caos, aos cartolas que, se não roubaram, presenciaram as sacanagens (e se calaram) ou somente abriram a boca, ainda assim com timidez, após serem chutados da diretoria.

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