Silvio Santos supera-se na bajulação ao Genocida

Não é segredo, para os bem informados, que a empatia de Silvio Santos com as ‘colegas de trabalho’ acaba um segundo após deligadas as câmeras que gravam seus programas semanais.
Para o empresário, bajular o poder, seja ele nas mãos de quem estiver, é a política para manter no ar o SBT, espécie de ‘Shop-Tour’ de seus produtos (Jequiti, Telesena, etc.) disfarçado de rede de televisão.
Se morrerão alguns telespectadores pelo caminho, pouco importa ao apresentador.
Silvio Santos, porém, superou-se na bajulação ao Genocida.
A atuação do SBT, nos últimos meses, tem sido mais deplorável do que à época da ‘Semana do Presidente’, espécie de jornal oficial da Ditadura que patrocinou nos anos terríveis.
Ontem, a emissora exibiu o seguinte recado, disfarçado sob descontextualizada citação bíblica:
“Não critique o Governo mesmo em pensamento e não critique o homem rico nem mesmo dentro do seu próprio quarto, pois um passarinho poderia contar a eles o que você disse”

Além de desmotivar o senso crítico dos telespectadores, a mensagem carrega, implicitamente, grave ameaça aos que se atreverem a contrapô-la.
Questionado pela imprensa, o SBT dissimulou, afirmando tratar-se de uma campanha para divulgação de trechos bíblicos.
Existem evidentes semelhanças no ‘modus-operandis’ de Silvio Santos, Edir Macedo e demais exploradores da boa-fé e da incultura dos desesperados.
A diferença é que, por conta do talento televisivo, do sorriso fácil, carisma evidente e eficiente comunicação popular, por anos, o dono do SBT enganou parcela da população que somente tinha a tv aberta como alternativa de informação.
Os tempos mudaram.
Após as trevas, serão necessárias diversas alterações no teor de biografias de gente que, como Senor Abravanel, precisa ser lembrada, também, pela obscuridade dos atos cometidos fora do alcance de visão de boa parte da população.
