Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“Conserve os olhos fixos num ideal sublime, e lute sempre pelo que deseja, pois só os fracos desistem e só quem luta é digno de vida”
Desconhecido
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Erudito presidente do SAFESP siga o exemplo do ex-árbitro Renato Canadinho
Seu opositor nas eleições, derrotado por influência de forças ocultas e presentes ofertados a seus eleitores no dia da votação, observado clara e coniventemente pelos componentes da comissão eleitoral conforme provado no vídeo abaixo:
Recordando
Inversamente ao que cometeste, obedecendo ao inserido no estatuto eleitoral, antes de inscrever e encabeçar a chapa 03, Renato Canadinho desvinculou-se da FPF afiançando que sendo eleito não realizaria nenhuma atividade acoplada à entidade para se dedicar ao cargo com independência e respeito na defesa dos associados
Ano
Depois do pleito eleitoral e primeiros meses 2021 dos campeonatos dirigidos pele FPF, Renato Canadinho retornou a FPF na categoria de analista
Todavia
Respeitando o cargo e estatuto da AAPR reformulado e aprovado no ano 2020, que proíbe candidatura a presidente e vice de quem exerça atividade no futebol profissional, definitivamente encerrou sua participação no quadro de prestador de serviço a FPF
Este
Proceder confirma que ética é praticada por quem respeita e deve ser respeitado, fator que seguramente, não é o caso de V.Sa.
Ilustre jurisconsulto
No exercício do mandato de presidente da AAPR até o presente, Renato Canadinho não colocou a culpa neste mortífero vírus, arregaçou as mangas da camisa, conseguindo muitas benfeitorias e subsídios a todos associados;
Dentre estas
Reformou a sede, realizou cursos, convocou assembleias e por ai está caminhando em prol dos associados.
Corre
Zum, zum, zum que depois de passar por desrespeitosas determinações advindas da arrogante Ana Paula de Oliveira, através de Whatsapp mais de cem árbitros organizaram-se e alinharam detalhes para denuncia-la na Corregedoria da FPF, somado ao pedido para o presidente Reinaldo Carneiro Bastos observar os posicionamentos dos integrantes da comissão.
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Primeira Rodada da Série A do Brasileirão 2021
Sábado 29/05/2021
São Paulo 0 x 0 Fluminense
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)
VAR
Adriano Milczvski
Item Técnico
1º – Acertou na marcação da penalidade máxima cometida por Igor Vinicius defensor são-paulino no oponente Abel Hernández, batida por Nenê defendia por Volpi.
2º – Deixou passar batido à penalidade máxima cometida por Egídio defensor do tricolor carioca ao empurrar com braço direito o costado do oponente Rojas
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para equipe da casa e 03 para visitantes, um deles direcionando para o técnico Roger.
Observação
Antes da cobrança da penalidade máxima, por três ou quatro ocasiões após autorização do árbitro, Miranda defensor são-paulino acintosamente impediu que Nenê batesse na redonda, boto-branco tremeu não advertindo com cartão amarelo;
Creio
Que o árbitro deva ter esquecido que a linha denominada meia lua excluindo o batedor, estabelece limite da distância da marca penal aos demais; ou seja: 9,15m aa bola.
Domingo 30/05
Flamengo 1 x 0 Palmeiras
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)
VAR
Daniel Nobre Bins
Item Técnico
1º – Acertou corroborando com o assistente 01: Leirson Peng Martins no momento que sinalizou posição de impedimento do atacante palmeirense Roni ao dominar e mandar a redonda profundo da rede
2º – Deixou de marcar a penalidade máxima sofrida por Bruno Henrique, arranjando na cara dura falta no lance antecedente.
No todo
Tecnicamente o boto-branco amarrou e muito o desenvolvimento da refrega
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para rubro-negros e 03 para alviverdes
Corinthians 0 x 1 Atlético-GO
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
VAR
Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Item Técnico
Poucas falhas
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 05 para corintianos e 03 para atleticanos
No
Todo trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:
*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
Politica
A insubordinação de Bolsonaro
Ao incentivar a anarquia no Exército, arrisca a própria autoridade
Durou quase meio século a trajetória do Exército entre eliminar a ameaça de anarquia dentro da instituição e o retorno à ameaça de anarquia. Nos dois episódios – quando a anarquia foi abortada e quando ela foi incentivada – a figura central foi o presidente da República.
No primeiro episódio o mandatário era o general Ernesto Geisel – alguém que, de fato, sabia o que era a natureza do poder. Destituiu sumariamente em 1977 seu ministro do Exército por entender que aquele oficial participava de um movimento de insubordinação, que arrasava qualquer princípio de autoridade, começando pela do presidente.
No segundo episódio o mandatário é o ex-capitão Jair Bolsonaro – alguém que, de fato, nunca soube o que é poder. Incentivou a insubordinação de um general, atacando um pilar fundamental de qualquer Exército, sem entender que está colocando em jogo a própria autoridade. Aliás, exercida de forma incoerente, contraproducente e que está diminuindo depressa.
Talvez um especialista do campo da psiquiatria explique melhor o desprezo que Bolsonaro tem pelo funcionamento de instituições, que são complexas estruturas apoiadas tanto em normas e códigos formais quanto na confiança que se atribui a elas. Um esclarecedor exemplo desse fato está na maneira como Bolsonaro tratou o Ministério da Saúde, cuja eficácia acabou sendo severamente comprometida no combate à pandemia não tanto pelo aparelhamento com incompetentes, mas, sobretudo, pela concorrência a ele criada pelo presidente e seu círculo informal de aconselhamento integrando charlatães, puxa-sacos e irresponsáveis dando palpites sobre políticas públicas de saúde.
No caso do Exército, o primitivismo político de Bolsonaro o faz enxergar como última garantia de poder de fato. Daí querer dominá-lo. Contudo, até o mais empedernido leninista compreende que o poder político baseado exclusivamente na força militar não dura para sempre, e que o exercício do poder abarca convencimento, visão, liderança e articulação de diversas forças (para não falar das ideias e postulados que as movam). Na linguagem marxista, o bonapartismo bem-sucedido é o que conhece seus limites.
Mas, para Bonapartes de hospício, é bem possível que a recusa de Forças Armadas a embarcar em aventuras políticas tenha revigorado instintos nunca dominados. Bolsonaro é o principal insubordinado em relação ao Exército, fato mais uma vez demonstrado ao trazer para junto de si no Planalto um general processado por indisciplina. Está sinalizando a todos que a transgressão da regra compensa.
Contanto que o transgressor seja alguém de lealdade irrestrita ao “mito”. Políticos na posição de Bolsonaro que agem mais por instinto do que por raciocínio são a regra, e não a exceção. Os que se acham infalíveis, também. Quando instinto, visão e raciocínio combinam com os fatos da realidade, acabam virando estadistas. São raríssimos, e talvez a geração no Brasil que foi às urnas pela primeira vez já no século 21 não se lembre de nenhum. Os atuais passam longe disso.
Geisel abortou a anarquia e, de uma posição de autoridade, iniciou ainda em 1977 o caminho (admita-se, lento e tortuoso) que levou à devolução do poder aos civis e à redemocratização. Nesse sentido, é um marco na linha do tempo que não pode ser ignorado, pelo símbolo e pelas consequências. Um niilista como Bolsonaro, sem visão política coerente e desprovido de qualquer princípio que não seja a própria sobrevivência, ao incentivar a anarquia, também quer colocar um marco na linha do tempo.
Seu símbolo já é claro. Quanto às consequências, dependem do grau de coesão interna e da liderança de instituições como a do Exército. Ou seja, como sobrevivem a Bolsonaro.
Willian Waack: Jornalista – Publicado no Estadão do dia 03/06/2021
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Finalizando
“Patriotismo significa apoiar o país. Não significa apoiar o presidente nem nenhum outro funcionário público”
Theodore Roosevelt: foi um militar, explorador, naturalista, autor e político norte-americano que serviu como o 26º Presidente dos Estados Unidos
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-05/06/2021
