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Co-gestão Corinthians e Gaviões da Fiel encaminha Timão para novo rebaixamento

Ontem (16), pouco antes dos jogadores deixarem o CT da Ayrton Senna em direção ao estádio de Itaquera, onde disputariam a semifinal do Paulistinha contra o Palmeiras, a diretoria do Corinthians, de maneira covarde, obrigou-os, à porta do ônibus do clube, a assistirem ‘palestra’ de representantes dos Gaviões da Fiel.

Dentre diversas imagens constrangedoras, com os atletas, obviamente, contrariados, destaca-se a tentativa do goleiro Cássio de se fazer entender, em português peculiar, por aqueles que, nitidamente, sob disfarce de ‘apoio’, os ameaçavam.

Se o encontro com os ‘torcedores’ atrapalhou o time, que tem que levantar as mão aos céus e agradecer pela derrota de apenas dois a zero diante do arqui-rival, é difícil saber, mas, certamente, não ajudou.

Pouco tempo após a eliminação do Paulistinha, os Gaviões publicaram ‘Nota Oficial’ exigindo a saída de Vagner Mancini – e apenas dele, sem nenhuma citação à diretoria.

A estratégia, tão combinada quanto a abordagem no CT, resultou na efetiva queda do treinador.

Talvez hoje, para disfarçar a co-gestão, os ‘pixadores’ de sempre e meia dúzia de gatos pingados deverão xingar a cartolagem.

Puro jogo de cena.

Há alguns dias, no intuito de esclarecer esse comportamento de proximidade com a diretoria do Corinthians, o Blog do Paulinho convidou o presidente dos Gaviões da Fiel para uma entrevista, mas, até o momento, não houve resposta.

Fato é que, desde a última semana, com as eliminações da Copa Sulamericana – a 2ª divisão da Libertadores – e do Paulistinha, o Timão esgotou suas mínimas possibilidades de conquistas em 2021.

Daqui por diante, inicia-se a luta para não cair, novamente, para a segunda divisão do Brasileirão.

A situação, porém, é ainda mais complicada do que era no ano de 2007, no início da gestão Andres Sanches.

Não há dinheiro em caixa.

Os empréstimos – todos sob calote – se avolumam, os esquemas com empresários obrigam o torcedor a ver em campo jogadores incompatíveis com a grandeza do clube, há mais de dois anos o Timão deixou de pagar as parcelas da CAIXA e também da ODEBRECHT, referentes à obra do estádio de Itaquera (contando com um ‘perdão’ da construtora e um dinheiro de ‘namig-rights’ que, apesar de anunciado, não foi pago – inexiste qualquer comprovação do contrário).

Nessa contabilidade, somente os CIDs, cedidos pela Prefeitura, foram amortizados.

Ou seja, o caos é absoluto.

Para piorar, dando sequência ao reinado de Sanches, assumiu a gestão alvinegra o mesmo grupo familiar que deve mais de R$ 40 milhões ao Fisco, outros mais em ações trabalhistas, alguns milhares em causas cíveis, mas que, apesar disso tudo, segue movimentando dinheiro, de origem suspeita, provavelmente encaminhado das contas de paraísos fiscais em nome do Presidente, Duílio, e de seu irmão, Ciro Monteiro Alves.

Com as contas e bens bloqueados, esse bando precisaria de um milagre financeiro para garantir, por vias lícitas, a própria sobrevivência.

Conceder-lhes o poder, como ocorrido nas recentes eleições alvinegras, foi o mesmo que jogar o Corinthians, que possui a segunda maior arrecadação entre os clubes de futebol da América latina – com todas as ‘tentações’ que essa situação proporciona, numa ‘roleta russa’ de final imprevisível.

Apesar disso tudo, tantos os Gaviões da Fiel quanto os demais que se beneficiam desse modelo de gestão, seguem dando guarida ao desgoverno, ao descalabro, à destruição da agremiação a quem, publicamente, fazem juras de amor, numa espécie de relação abusiva, como tantas que existem nos lares brasileiros e são confundidas com sentimentos que nada tem de verdadeiros.

Resta saber até quando.

Porque essa gente, ao primeiro sinal de água no convés, abandona o barco sem a menor cerimônia e ainda faz discurso moralista – o Movimento Fora Dualib é exemplo claro disso – aderindo aos primeiros que acenarem com as mesmas facilidades.

Enquanto isso, o Corinthians, com mais de R$ 2 bilhões em dívidas, vítima de todos eles, respira por aparelhos, clamando pelo socorro de gestores honestos, corajosos e capacitados.


Confira abaixo a ‘abordagem’ dos Gaviões da Fiel aos jogadores do Corinthians antes do clássico contra o Palmeiras

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