Advertisements

Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

Palavra do presidente SAFESP se resile no tempo

Durante a campanha eleitoral o consagrado jurisconsulto Aurélio Sant Anna Martins apalavrou aos associados que ele e sua vice tinham decidido candidatarem-se para moralizar os caminhos da entidade, contratando escritório independente para auditar o SAFESP nas duas administrações Arthur Alves Junior, a quem acusou de ter deixado o caixa vazio.

Reforçou

O apalavrado firmando compromisso que, em vencendo, ele e sua vice, do inicio ao término do mandato, não efetuariam registro no quadro de árbitros da FPF.

Desde

Aqueles tempos, por diversas vezes, publiquei que os associados não deveriam acreditar que eles poderiam ficar longe das escalas.

Não

Dilatou muito tempo, várias confirmações, dentre esta, a recente inscrição Aurélio Santa Anna Martins no quadro FPF conforme comprovante do site FPF:

Destacando

Ao enviar e ter confirmada sua inscrição no quadro FPF, tanto quanto de sua vice-presidente, Aurélio Santa Anna Martins agride o ART 5º do Estatuto Eleitoral 2004 a quem se socorreram para consolidar suas candidaturas e diretores.

No

Finalmente o calar dos associados que lhes destinou o voto, somado ao silencio dos contrários ratifica que o passar dos tempos nada mudou ou mudara desde que sejamos escalados.

Repergunto ao talentoso jurista e presidente do SAFESP:

1º – Vai ou não vai contratar auditoria para examinar todos os itens da administração Arthur Alves Junior?

2ª – Vai ou não vai dar continuidade à gravíssima denuncia que protocolaste no 23º Distrito Policial da cidade de São Paulo?

Por último

Acorde árbitro que tenha caráter, independência e idealismo!

—————————————————————

36ª e jogo atrasado da 33ª Rodada da Serie Ado Brasileirão 2020

Sábado 13/02

Santos 2 x 0 Coritiba

Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (FIFA / RJ)

VAR

Rodrigo Nunes de Sa (RJ)

Item Técnico

Trabalho aceitável, com poucas falhas

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 04 para defensores da equipe paranaense

Domingo 14/02

Flamengo 2 x 1 Corinthians

Árbitro: Rafael Traci (FIFA-SC)

VAR

Wagner Reway (PB)

Item Técnico

Confesso que o gráfico enviado por um amigo após o término da contenda,

Combina

Com o que vi na transmissão da TV no instante que a redonda foi passada por um flamenguista para o consorte Gabigol manda-la pro fundo da rede

Realço

No ato, o arbitro ergueu o braço apontando a posição de impedimento;

Entretanto

Após uns cinco minutos de espera, o boto-branco reverenciando o VAR, mudou de opinião apontando o centro do campo.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para flamenguista e 05 para corintianos

Voltando

No tempo, recordo que a primeira participação do VAR no futebol brasileiro aconteceu nas duas finais do Campeonato Pernambucano do ano 2017,

Primeira

1ª – Dia 07/05: Sport Clube Recife 1 x 1 Salgueiro Atlético Clube.

Gol

Do empate da equipe salgueirense teve origem numa clara penalidade máxima sinalizada pelo árbitro, com irritante participação do VAR que, após longa e inexplicável demora pediu pra o árbitro ir ao monitor,

Após

Ver e rever, árbitro voltou confirmando a penalidade.

2ª – Dia 18/06: Salgueiro Atlético Clube 0 x 1 Sport Clube Recife

VAR participou depois da batida de escanteio da equipe salgueirense, bola desceu e um salgueirense a chutou pro fundo da rede;

Neste

Momento assistente 01 sinalizou saída da bola pelo ar, após cobrança do escanteio,

Pouco

Depois VAR comunica que o assistente acertou; tiro de meta e jogo seguiu.

De

Lá ate aqui muitas e muitas confusões por erro, por omissão e o famoso ele que se vire: do árbitro para o VAR e deste para o árbitro.

Quarta Feira 17/02 – 33ª Rodada

Santos 1 x 0 Corinthians

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP)

VAR

Marcio Henrique de Gois (SP)

Item Técnico/Disciplinar

Disputa modorrenta

—————————————————————-

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

Em tempo: durante o programa, dissemos que nenhum dos candidatos oposicionistas à eleição do SAFESP manifestou, pós-pleito, indignação com os desmandos da atual diretoria.

Após o vídeo publicado, recordei-me de duas manifestações de Renato Canadinho, razão pela qual efetuo, desde já, a devida correção.

 

*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

—————————————————————–

Política

O capitão vence no jogo da morte

Quanto mais tempo se perde por falta de vacinas, mais vidas são levadas pelo vírus

Recentemente, um grupo de cientistas publicou na revista The Lancet um estudo calculando que 40% das mortes por covid-19 nos EUA poderiam ter sido evitadas se não fosse a desastrada política de Donald Trump. Um estudo semelhante colocaria Jair Bolsonaro em situação mais difícil.

Bolsonaro é mais negacionista que Trump e na questão das vacinas se afasta radicalmente de seu ídolo americano. Afinal, Trump financiou a produção de vacinas e Bolsonaro é o único chefe de Estado do mundo que expressou uma visão negativa sobre elas.

A Confederação Nacional de Municípios lançou um documento em que registra as hesitações e os erros do governo no campo da vacinação em massa e pede a saída do ministro da Saúde, general Pazuello. Os prefeitos estão cobertos de razão. Nunca chegaremos a vacinar adequadamente os brasileiros com Pazuello à frente do processo. Ele prometeu que vacinaria metade das pessoas até junho, uma promessa tão absurda que não sei como senadores acreditam nela.

Bolsonaro negou a pandemia. No seu processo de negação, como todo populista, precisava de uma saída fácil para o problema. Optou pela hidroxicloroquina. Sempre afirmou que acreditava mais em remédios do que em vacinas, ao contrário da maioria dos governantes do mundo.

Com essa falsa premissa começou a fazer bobagens, todas elas retardando a nossa possibilidade de ter as vacinas necessárias para imunizar rapidamente e sair da crise. Outros países tiveram mais êxito. Israel, mais da metade de sua população imunizada. A Inglaterra já alcançou 15 milhões de pessoas vacinadas. Israel tem pouca gente, a Inglaterra, por sua vez, dispõe de um sistema de saúde.

Não importam tanto as características de cada um. Para ter êxito nesse processo é preciso ter vacinas. E Bolsonaro nunca pensou seriamente em comprá-las no prazo e na quantidade adequados.

Basta juntar duas declarações dele. Numa delas afirma que o Brasil, com seus mais de 200 milhões de habitantes, é um mercado superatraente para os produtores de vacinas. Passado algum tempo, ele diz: “Tenho R$ 20 bilhões para comprar vacinas, mas não consigo”. Não consegue mesmo é estabelecer relação entre as duas frases, não percebe que se enganou.

A sabotagem de Bolsonaro às vacinas teve duas vertentes distintas. A primeira talvez seja produzida pelo obscurantismo científico. A vacina da Pfizer utiliza a técnica de RNA mensageiro, expressa uma tendência da medicina genética que vai ser usada na cura de outras doenças. Mas seus aliados diziam nas redes sociais que esse tipo de vacina altera nosso código genético. Daí surgiram o medo de virar jacaré e alguns obstáculos contratuais que afastaram a Pfizer.

O obscurantismo político esteve na base das reservas quanto à Coronavac. De origem chinesa, comprada por um adversário político, João Doria, Bolsonaro lançaria inúmeros torpedos contra ela até que, reduzido a uma só alternativa, a Oxford/AstraZeneca, capitulou.

Mas suas reservas quanto à origem da vacina o cegaram também para outra possibilidade chinesa, a da Sinopharm, mais amplamente usada por lá e que acaba de fechar negócio com o Peru.

A própria Sputnik V, que despertou o interesse do Paraná e é muito parecida com a Oxford, nunca chegou a interessar ao governo, até o momento em que foi adotada por um lobby de deputados do Centrão. E com isso perdeu um pouco de sua credibilidade, apesar da eficácia reconhecida em artigos científicos.

Outra oportunidade perdida foram as vacinas do consórcio da Organização Mundial da Saúde, a Covax, que iria garantir vacinas para países que não a produzem. O Brasil poderia ter uma cota maior, correspondente a 50% da nossa população. Optou pela cota mínima, 10%.

Com uma sucessão tão robusta de erros, o governo de Jair Bolsonaro certamente iria fracassar no projeto de vacinação em massa. Isso não significa que no futuro não haja maior disponibilidade de vacinas. A tendência é do aumento da produção.

No entanto, o conceito de fracasso é associado a dois fatores: o número de contaminações evitadas num determinado período e a capacidade de repor a economia em funcionamento o mais rapidamente possível.

Na medida em que as vacinas evitam também evoluções graves e letais da doença, quanto mais tempo se perde, mais vidas são levadas pelo vírus. Por essa razão uma pesquisa de cientistas sobre o peso da política negacionista no número de mortes encontraria um resultado diferente do constatado nos Estados Unidos.

Os 40% de mortes atribuídas à política de Trump nos Estados Unidos seriam, aqui, acrescidos das mortes produzidas pelos erros na política de vacinação. Sem contar o fato de que Trump percebeu com alguma rapidez que a hidroxicloroquina era uma canoa furada e despachou os estoques para seu admirador tropical.

Nessa corrida para o troféu de mais mortes por estupidez política, Bolsonaro deverá suplantar Trump. O americano já se foi e aqui a sinistra batalha continua: faltam vacinas e uma nova variante se espalha pelo País, graças também à opção do governo de ignorá-la.

Fernando Gabeira: Jornalista- Publicado no Estadão do dia 19/02/2021

————————————————————–

Finalizando

Não podemos simplesmente retomar a economia e “ignorar a pilha de cadáveres”

Bill Gates: é um empresário norte-americano, um dos fundadores da Microsoft, uma gigante desenvolvedora de softwares. Magnata e filantropo

—————————————————————-

Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-20/02/2021

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
%d blogueiros gostam disto: