Colunista da Forbes, dono da ‘Nexo AI’, foi preso por roubar dinheiro da saúde na Bahia

O Segredo
Em 2018, a startup brasileira ‘Nexo Ai’ virou manchete de diversas publicações relevantes ao atingir faturamento de R$ 1 milhão após apenas um ano de funcionamento.
O sucesso foi tamanho que obrigou a abertura de uma filial em Nova Iorque.
A Nexo é especialista em tecnologia, mas tornou-se ‘queridinha’ do mercado por conta de inovações em ‘Inteligência Artificial’.
Existem, porém, esqueletos no armário do empreendimento.
Diego Figueredo, badalado CEO da empresa, a ponto de se tornar colunista da prestigiada ‘Forbes’, esconde, sempre que possível, seu nome completo, que é ‘Diego Januário Figueredo dos Santos’
O Blog do Paulinho descobriu as razões desse comportamento.
Sem que a imprensa, nem o mercado de tecnologia, muito menos seus clientes – entre os quais o Tribunal de Justiça de São Paulo – tenham se dado conta, Diego foi preso, em fevereiro de 2019, pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Pityocamba, acusado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Foi solto, em HC do STF, assinado pelo Ministro Barroso, após cumprir prisão temporária, quando o prazo da preventiva (ordenada posteriormente) se estendeu.
Neste momento responde ao processo em liberdade.
À época dos fatos, em 2014, segundo o Ministério Público Federal, Diego comandava uma quadrilha que utilizava empresas ‘fajutas’ para subtrair dinheiro da saúde pública do município de Feira de Santana/BA.
Eram elas a COOFSAÚDE – Cooperativa de Trabalho, a ‘Diego Januário Eireli’ (Paleta Mexicana) e a ‘Abud Transportes’.
Em síntese, Diego, segundo a promotoria, utilizava-se da Cooperativa para receber, indevidamente, os repasses (que hoje, certamente, fazem falta no combate ao COVID-19), lavando-os nas empresas listadas.
Foram R$ 17 milhões na conta da ‘ABUD Transportes’ e R$ 600 mil na ‘Paleta Mexicana’.
Além dessas empresas, existem outras mais (a maioria já dissolvida), indicadas pelos procuradores, que podem ter sido utilizadas em procedimentos semelhantes.
O MPF diz que os atos de ‘lavagem de dinheiro’ continuam ‘até os dias atuais’, porque o dinheiro nunca foi encontrado.
Não é loucura supor que a origem da ‘Nexo AI’ tenha se dado através de recursos, em tese, roubados da Prefeitura de Feira de Santana/BA.


Além do Tribunal de Justiça de São Paulo, são listados, na condição de clientes, no site da ‘Nexo AI, potencias como Bayer, Ogilvy, Brastemp, Volkswagen, Máquina e Monsanto, provavelmente desconhecedoras da origem de seus fornecedores.


NEXO AI em nome de ‘laranja’ e o contrato para esconder a propriedade de Diego Figueredo
Por conta dos problemas judiciais, Diego decidiu não apenas esconder o nome completo, adotando apenas o ‘Figueredo’, mas também mudar de Estado (da Bahia para São Paulo), constituindo a ‘Nexo AI’ (provavelmente com o dinheiro desviado).
A empresa foi criada como ‘Nexo Tecnologia Cognitiva Ltda (Nexo AI é nome fantasia), tendo como ‘proprietários’ a esposa, Juliana Marques, em tese, apenas ‘laranja’, com Luis Carvalho, também colunista da Forbes, constando como sócio.
Minimizava-se, assim, a possibilidade dos clientes descobrirem a ‘capivara’ do verdadeiro proprietário.

Diego ‘entrou’ no negócio, formalmente, através de um contrato ‘simulado’ de Prestação de Serviços, na condição, apenas, de CEO:

O casal viajou, na virada do ano, para Porto Seguro.
As passagens foram compradas em nome de Juliana Marques, revelando que até nos procedimentos triviais Diego Figueredo prefere não aparecer:



Diego Figueredo e a formação em Administração
No Linkedin, mídia social utilizada como espécie de currículo profissional, Diego Figueredo apresenta-se como ‘Bacharel em Administração’, formado pela FGV.
Porém, seu registro no Conselho Regional de Administração de São Paulo é apenas de ‘tecnólogo’.
Ou seja, não teria concluído a graduação.




Colunas de Diego Figueredo e Luiz Carvalho (sócio da Nexo AI) na Forbes



O dinheiro da saúde do povo baiano transformado em riqueza e ostentação



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