Advertisements

Dominado por bandidos e milicianos, Corinthians agoniza e pede socorro

Anos atrás, quando este jornalista frequentava, assiduamente, a sede do Corinthians, o clube recebia milhares de associados que, com suas famílias, sentiam-se como se estivessem na continuidade de seus lares, tão acolhedor era o ambiente do Parque São Jorge.

Desde 2007, tudo mudou.

O Corinthians, assim como ocorreu com os bairros mais pobres de São Paulo ou, notoriamente, nas favelas do Rio de Janeiro (tratadas como comunidades), foi ocupado.

Hoje divide o comando efetivo da sede social alvinegra uma espécie de ‘consórcio’ formado por bandidos e milicianos, quase sempre PMs ou ex-PMs, alguns sob o disfarce de seguranças.

A consequência, óbvia, foi o afastamento das famílias do convívio corinthiano.

Nos dias atuais, sob a regência da bandidagem, ainda que muitos não associados a ela, mas, ainda assim, obrigados a seguir o ‘regramento’, comparecem ao Corinthians apenas gente interessada na política do clube ou os que fazem parte do sistema.

Nem mesmo a presença de magistrados, promotores e delegados de polícia no Conselho Deliberativo intimida essa gente, até porque, nitidamente, alguns deles são parceiros dos infratores.

O Parque São Jorge transformou-se num lugar perigoso em que as regras de proteção aos sócios, as punições em caso de agressões ou coisa mais séria, raramente são aplicadas.

No último sábado, o sócio Luiz Pivolt, que, no final de semana anterior, havia, democraticamente, protestado contra os desmandos da gestão de Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves no futebol alvinegro, foi covardemente agredido.

Temeroso, porém, permanece calado.

Talvez porque, segundo relatos de testemunhas, entre seus agressores estavam, justamente, um bicheiro com fama violenta e PMs ligados à atual gestão.

Gente covarde, incapaz, mesmo há tantos anos no poder, de impor-se pelas ideias e realizações ou de, humildemente, escutar o contraditório, mas plenamente ‘corajosos’ para ordenar ou efetivar maldades extremas, porque vivem essa realidade, a dos que não se importam mais com a própria imoralidade.

O clima é tão pesado que tem obrigado, inclusive, candidatos a presidentes a caminharem no clube cercados de seguranças, como se estivessem adentrando territórios milicianos sem que fossem convidados.

Dentro desse contexto, rola solto no ambiente social, sob testemunho inclusive dos poucos inocentes, todo o tipo de comercio escuso, sem que exista contraponto algum dos atuais gestores, que parecem permitir os pequenos deslizes para não serem confrontados nos grande negócios que realizam.

O Corinthians precisa de socorro, porque agoniza não apenas administrativamente ou financeiramente, mas na condição de refém de bandidos de altíssima periculosidade.

Advertisements

Facebook Comments

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
%d blogueiros gostam disto: