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Após perícia, Justiça manda investigar lucro milionário de empresa em nome do filho de Andres Sanches

Lucas Sanchez e Andres Sanches

O processo

O Blog do Paulinho revelou, meses atrás, que Lucas Gomes Navarro Sanchez, filho do presidente do Corinthians, Andres Sanches, estava sendo processado por uma ex-sócia que pedia exposição de contas da empresa ‘Lar Entretenimento Ltda’, conhecida como ‘Senses Agency’, que todos dizem, de fato, pertencer ao ex-parlamentar.

A razão da desconfiança seria a possibilidade de Camila Scatamacchia dos Santos, que comprovou, no papel, possuir 31,7% do empreendimento, estar sendo enganada na prestação de contas de festas de reveillon organizadas pelo grupo no Espirito Santo.

Sanches, segundo a acusação, teria inserido uma empresa denominada ‘Let’s Pipa’ no quadro social, com 15% de participação – além do que já existia em nome do filho, que passou a realizar os negócios, em nome da Sense, sem que pudesse ser fiscalizada pela reclamante.

A Justiça entendeu que Camila tinha razão e condenou Lucas Sanchez a prestar contas, imediatamente, da empresa indicada.

O fato curioso da defesa do filho de Andres Sanches na ação, rejeitada pela Justiça, foi a afirmação de que a sócia não trabalhava, efetivamente, nas empresas, e que por isso precisaria solicitar uma assembleia para ter acesso ao material.


Enganando a sócia

Antes de ingressar com a ação judicial, Camila tentou, por diversas vezes, encontrar-se com Lucas Sanches, para que a documentação lhe fosse apresentada.

Porém, o filho de Andres sempre tinha uma desculpa na ‘ponta da lingua’.

O Blog do Paulinho teve acesso a algumas conversas de whatsapp entre os dois, evidenciando o objetivo de ocultar a prestação de contas.

Num desses bate-papos, Lucas demonstra o medo da planilha ‘vazar para alguém”.

Pois é, vazou.


A prestação de contas suspeita e o repasse ao auditor do estádio de Itaquera

Na tentativa, tudo indica, de enganar não apenas a sócia Camila, mas também a Justiça, Lucas juntou ao processo um balanço, do ano de 2019, constando que o faturamento da empresa com o reveillon teria sido de R$ 191,4 mil, porém com apenas R$ 30,7 mil de lucro.

Foi apresentado, também, o extrato bancário da empresa, de 2014 até os dias atuais, contendo gastos pouco expressivos, a maioria com fornecedores.

Porém, num deles, surgiu um nome conhecido dos bastidores do Corinthians.

No dia 18 de dezembro de 2015, o escritório Molina e Reis Sociedade de Advogados recebeu repasse de R$ 19,7 mil.

Inexiste documentação comprovando a prestação de serviço.

O beneficiário, Paulo Molina, é amigo de infância de Andres Sanches.

Apesar disso, foi contratado pelo Corinthians para auditar as contas do estádio de Itaquera.

Desnecessário explicar o que significa um auditor receber dinheiro, aparentemente ‘por fora’, de empresa registrada em nome do filho de cartola da agremiação auditada.


Auditoria descobre movimentação milionária ocultada pelo filho de Andres Sanches

Lucas Sanchez, Andres Sanches e o filho de Giuliano Bertolucci

Inconformada com os números apresentados, a sócia Camila contratou a ‘Leme Auditores Independentes S/S’ que conseguiu, após análise documental, comprovar não apenas que os balanços apresentados por Lucas Sanchez eram irreais, mas encontrou planilhas indicando movimentação, milionária, auferida em apenas três dias, que deixou de ser depositada na conta da empresa.

Segundo os auditores, a renda bruta do reveillon, ainda a ser contabilizada, foi de quase R$ 6 milhões.

Precisamente R$ 5.993.642,10, com vendas líquidas de R$ 5,4 milhões.

Ou seja, em tese, Andres Sanches, através do filho, teria lucrado, num final de semana, mais do que o Corinthians mandando jogos, durante um mês, num estádio de Itaquera lotado.

Detalhe: esse valor todo com apenas 7.918 ingressos vendidos:

A dúvida é: o dinheiro de fato existiu ou a intenção era dar origem ao que, talvez, não pudesse se comprovado doutras fontes.

Camila, que nada tem a ver com isso, quer agora receber sua fatia do bolo.

Desconfiado, no dia 23 de agosto, após ter ciência de tamanha diferença de contabilidade, o magistrado Alexandre Bucci, da 10º Vara Civil de São Paulo, ordenou nova peritagem, desta vez com profissional destacado pelo judiciário.

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