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A eleição ‘gattopardista’ do Corinthians

Se a campanha eleitoral do Corinthians, em 2018, foi marcada pela baixaria, não faltou coragem aos dois candidatos mais relevantes da disputa, que opinavam sobre tudo e todos ao longo da campanha.

Um deles venceu a disputa e o outro, que liderava as pesquisas, atraiçoado politicamente, chegou em terceiro.

Em 2020, ambos estão fora do pleito.

Um porque, estatutariamente, encontra-se impedido; outro, nitidamente, enojado com o ocorrido há pouco mais de dois anos e meio.

Dos que levantaram a bandeira eleitoral neste ano, em comum, prevalece a covardia.

Ninguém tem coragem de criticar pontos cruciais das últimas gestões alvinegras, responsáveis pelo caos administrativo, financeiro e de imagem do Corinthians.

Principalmente a gestão do futebol (profissional e de base), que implicaria em se indispor com agentes de jogadores e seus milionários esquemas.

Se o calado Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves está na dele, porque faz parte do sistema e não tem, de fato, muito a apresentar, é inadmissível que os demais permaneçam com medo do contragolpe de Andres Sanches – que diz, para quem quiser escutar, ter dossiês com a ‘capivara’ de todos.

É fato que, apesar de apresentarem-se na condição de opositores, todos estiveram, em algum momento, ao lado do grupo do atual presidente.

Propostas efusivas e críticas mais contundentes ocorrem somente no âmbito do clube social, que, nos últimos anos, transformou-se, fora do período eleitoral, numa ‘comunidade’ de pequenas falcatruas.

Muita gente sobrevive, por vezes ilegalmente, às custas do Corinthians.

À épocas das eleições, abre-se o ‘Mercadão de Votos’, alguns mais caros (para líderes de setores), outros trocados pela mesa farta de frios e cervejas.

Quando os candidatos se lembram de falar de futebol, preferem a comodidade de assuntos sem profundidade, como opinar sobre quem joga mal, precisa ser contratado ou dispensado do alvinegro.

Para eles, seja por medo, gerado pelo rabo preso, ou conveniência (para usufruir no futuro), parece inexistir promiscuidade com intermediários de atletas, justamente a erva daninha que acabou por comprometer tudo no Timão.

Se essa postura prevalecer até novembro, mês das eleições, o associado do Corinthians participará, muitos deles sem perceber, de uma farsa ‘gattopardista’.

“Mudar para permanecer tudo como está”.

Se for assim, que vença o candidato da situação, reconhecidamente envolvido em todos os problemas que afundaram o Corinthians na pior crise de sua história, que, ao menos, ninguém será enganado esperando por mudanças que, ao que parece, ninguém tem vontade de executar.

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