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Empresário, investigado por estelionato, gera suspeitas em Campo Limpo/SP, mas perde direito de utilizar marca ‘Feirinha da Madrugada’

Tem gerado controvérsia, desde que anunciada no início de 2020, a suposta implementação do que seria o ‘Maior e mais famoso Complexo de Compras da América Latina’, denominado ‘Feirinha da Madrugada’, no terreno em que localizava-se a Vitrotec, em Campo Limpo Paulista/SP.

São 65 mil m² para acomodar 5 mil boxes, além de estacionamento para 300 ônibus, segundo a propaganda.

O responsável pelo alarde é o ‘empresário’ Diego Araújo Agiani, que apresenta-se nas mídias sociais pela alcunha ‘Diego Di’.

Procurada pela imprensa local, a Prefeitura desconversa sobre o assunto.

Não há comprovação da existência de alvarás que permitam o empreendimento, mas, apesar disso, Diego já tem faturado, vendendo, antecipadamente, espaços (boxes) a comerciantes.

Há quem suspeite, entre fontes ouvidas pelo blog, que a movimentação comercial pode ser de ‘fachada’, com a possibilidade da aplicação de um golpe popularmente conhecido como ‘arara’ (receber dinheiro de clientes sem o objetivo de cumprir a contrapartida, ‘sumindo do mapa’, posteriormente).

Em passado recente, o mesmo ‘empresário’ chegou à Portuguesa com conversa semelhante, mas saiu de lá expulso e com ação judicial para responder, após convencer o presidente do clube, Alexandre Barros, a aterrar as piscinas para abrir espaço aos boxes, mas não pagar os valores combinados e nunca ter apresentado as autorizações necessárias junto à Prefeitura.

No último dia 08 de julho, alertado pela empresa ‘Circuito de Compras S/A’, verdadeira dona, segundo os autos, das marcas que Diego tem apresentado como dele na cidade de Campo Limpo Paulista, o juiz Luis Felipe Ferrari Bedendi, da 2ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem determinou, em caráter liminar, que Diego ‘Di’ Agiani abstenha-se de utilizar as marcas ou qualquer termos que possam se assemelhar a ‘Feira da Madrugada’, ‘Feirinha da Madrugada’ ou ‘Circuito de Compras’, seja por meio digital, impresso, televisivo ou radiofônico.

Além disso, a decisão judicial impede o ‘empresário’ de nomear seu pretenso empreendimento como ‘Feirinha da Madrugada Oficial’ ou ‘Circuito de Compras’.

Diego está proibido, também, de apresentar-se como Presidente do ‘Maior Circuito de Compras da América Latina em São Paulo’ e ‘Presidente da Feirinha da Madrugada’, tendo ainda que retirar, em todos os locais colocados, os materiais promocionais que possam induzir consumidores a erro.

Seis dias depois, o mesmo magistrado mandou citar o Facebook para que retire do ar dezenas de postagens efetuadas por Diego em alusão ao empreendimento:

Procurado pelo Blog do Paulinho, ‘Diego Di’, que após a decisão judicial ingressou no processo para tentar se defender, respondeu:

“Está tudo aguardando decisão judicial”

“Tudo calunioso”

“Em tempo oportuno serão apresentadas pedidos de calúnia e difamação”

Os problemas na Portuguesa e no Município de Campo Limpo Paulista não são os únicos que cercam a vida do empresário, que foi denunciado, em alguns boletins de ocorrência, de épocas diversas, pela prática, entre outras coisas, de estelionato, inclusive quando ‘comandante’ de ‘igrejas’ evangélicas, ocasião em que apresentava-se como ‘Bispo Diego’.

Num dos casos, o inquérito evoluiu para a ação criminal nº 0014080-71.2014.8.26.0068, promovida pelo Ministério Público, em que, indiciado, Diego Di está sendo procurado pela Justiça para esclarecer as acusações de, supostamente, ter aplicado golpe na churrascaria ‘Esplanada Grill’.

O caso ocorreu em 2013 e, até o momento, desde o início das investigações, o ‘empresário’, aparentemente, tem se ocultado.

A última tentativa de intima-lo se deu através de Carta Precatória emitida em 05 de fevereiro de 2020

Em resumo: Diego, no dia 03 de agosto, apareceu na ‘Esplanada Grill’ e emitiu dois cheques no valor de R$ 7 mil cada, após acordo de contratação de suposto evento.

Nesse interim, gastou R$ 1,9 mil em refeições.

Ao ser cobrado, disse que o evento foi cancelado e pediu para que os donos do ‘Esplanada’ descontassem o valor devido dos cheques, ausentando-se do local, posteriormente.

Após investigação policial, descobriu-se que os documentos eram fruto de roubo e Diego, além de indiciado por estelionato, responde também pelo crime de receptação.

Pego, aparentemente, de surpresa, Diego ‘Di’, no dia 23 de setembro de 2013, foi conduzido à Delegacia para ‘se inteirar dos fatos’.

No meio do caminho, alegou que era empresário, vice-presidente da PARNACOOP e que havia recebido os cheques de um tal ‘Dionísio’, frequentador da loja Maçônica ‘Governador Mario Covas’, a título de patrocínio para seus ‘eventos’.

Na sequência, Diego, ao deixar a Delegacia, prometeu retornar no dia 25 (dois dias depois) para prestar depoimento assistido por advogado (que não soube dizer o nome).

Desde então, nunca mais foi encontrado.

A polícia, desconfiada, procurou a PARNACOOP, que, através de seu presidente, Sr. Cláudio, respondeu:

“A Cooperativa não tem vice-presidente e a pessoa Diego Araújo Agiani contratou o serviço de Taxi e desapareceu, ficando devendo mais de R$ 5 mil e está sendo procurado pelos componentes da PARNACOOP”


Outros ‘BOs’ de Diego ‘Di’ Agiani

27/03/2010 – CAMPO LIMPO PAULISTA: Briga após ser cobrado por calote

18/10/2011 – CAMPO LIMPO PAULISTA: Esposa acusa Diego de sumir, supostamente, para não pagar pensão, de abandoná-la, com a filha, sem prover recursos e relata medo do ‘empresário’ voltar e ‘levar a filha com ele’

24/10/2012 – JUNDIAÍ: Diego, na condição de ‘pastor’  da ‘Assembléia de Deus’ em Campo Limpo Paulista, é acusado de querer transformar a igreja em ‘Casa de Repouso’ para ‘administrar’ os valores de aposentadorias dos idosos:

17/07/2013 – SÃO PAULO: Diego é acusado de ‘Estelionato’ após, supostamente, repassar R$ 16,5 mil em cheques fraudados para pagamento de Produção de programa de televisão:

14/11/2012 – SÃO PAULO – ‘Bispo’ Diego aciona a polícia porque estariam, contra sua vontade, retirando as cadeiras de sua ‘igreja’. Na ocorrência, o ‘empresário’ é acusado de calote no aluguel das cadeiras e do imóvel da instituição ‘religiosa’:

26/03/2010 – BRAGANÇA PAULISTA: ‘Pastor’ Diego é acusado de ‘Estelionato’ ao, supostamente, embolsar dinheiro de sete pastores sob promessa da realização de um show que seria ‘fajuto’:

Íntegra da decisão judicial que impede Diego ‘Di’ de utilizar-se de marcas de terceiros, como a famosa ‘Feirinha da Madrugada’:

Diego é acusado, por parentes, de, em 2016 e 2017, passar-lhes R$ 77 mil em cheques ‘fraudados’, ‘cancelados’, ‘com divergência de assinaturas’, etc.


O Blog do Paulinho também foi vítima de Diego ‘Di’ Agiani, quando o ‘empresário’ disse que possuía um patrocinador para a criação de uma web-rádio, sem que, em verdade, existisse qualquer acerto a esse respeito.

Pela intermediação, pediu comissionamento.

Gastamos por conta (na compra de equipamentos), sob promessa de depósito de valores, que ele afirmou ter recebido do suposto patrocinador.

Não era verdade.

Percebendo o golpe, passamos a cobrá-lo, diariamente, pelo prejuízo.

Na maior cara-de-pau, ele se disse ‘enganado’ pelo suposto patrocinador, dono de um banco digital, e teve a coragem de perguntar, em meio a esse contexto, se poderíamos trocar cheques de sua esposa.

Passamos, desde então, a investigá-lo, até conseguirmos material suficiente para a exposição de seu comportamento.

Ontem, antes de publicarmos a matéria, entramos em contato com Diego para registrar sua versão sobre os fatos, enviando-lhe, para tal, a documentação agora publicada.

Antes da resposta oficial, que inserimos na reportagem, Diego enviou-nos a seguinte mensagem, que o leitor, inteligente, saberá avaliar:

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3 comentários em “Empresário, investigado por estelionato, gera suspeitas em Campo Limpo/SP, mas perde direito de utilizar marca ‘Feirinha da Madrugada’”

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