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Os malabarismos da diretoria do Corinthians no caso Pedrinho

Will Dantas, Pedrinho e Giuliano Bertolucci

É nitidamente estranha e precisa ser investigada a negociação do jogador Pedrinho ao Benfica, de Portugal, que teve desfecho absolutamente distinto do que houvera sido divulgado anteriormente.

Tudo indica tratar-se de facilitação a empresários, com Corinthians e Benfica – notório entreposto de atletas – sendo utilizados com o consentimento de seus dirigentes.

A princípio, Pedrinho foi negociado por 20 milhões de Euros (R$ 131,4 milhões), atrelando-se ao acordo o empréstimo de Yony Gonzales, que, por contrato, poderia ser devolvido pelo alvinegro, sem pagamento, desde que não disputasse mais de cinco partidas pelo clube.

Foi o que aconteceu.

Os portugueses, também segundo a diretoria do Corinthians, pagariam o montante em cinco parcelas, com a primeira delas prevista para o dia da inscrição de Pedrinho no Benfica.

Ou seja, 4 milhões de Euros (R$ 26,2 milhões) imediatamente.

O Blog do Paulinho, desde sempre, estranhou que o Corinthians procurasse obscuras empresas, sediadas em paraíso fiscal – como é o caso – para adiantar o dinheiro de Pedrinho, tendo que, por isso, arcar com incidência de juros determinadas em cotação de moeda estrangeira.

Ontem (20), as definições reais do negócio foram explicitadas pelo Benfica (porque teria que expô-las, como previsto em Lei, na CVM de Portugal) e apenas confirmadas pelo Timão, com risível teatro de Andres Sanches, demonstrando-se indignado à imprensa e ‘vitorioso’ em Nota Oficial emitida pelo clube.

Em vez dos 20 milhões de Euros anunciados, os encarnados pagarão apenas 18 milhões de Euros.

2 milhões de Euros a menos (R$ 13,1 milhões).

Espertamente, o comunicado do Corinthians distorce os fatos e alega que a agremiação se deu por satisfeita por conta da valorização da moeda europeia, sem citar, porém, que o suposto desconto (que, provavelmente, já era o valor real do negócio) também é atingido pela variação cambial, assim como serão os juros do adiantamento, que, segundo Sanches, será agora efetivado.

Com relação ao empréstimo de Yony, fica claro que tratou-se de manobra combinada para expô-lo, gratuitamente, no mercado brasileiro, em benefício ao Benfica, que recebeu de volta um jogador com currículo melhorado e prejuízo aos brasileiros, responsáveis pelos salários e demais encargos do período.

Vale lembrar: mais de 70% do dinheiro que o Corinthians adiantará com obscuros parceiros internacionais estão comprometidos em repasses diversos de direitos econômicos e comissionamentos.

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