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Luan e Patrick de Paula

Luan é uma espécie de ‘Caio Ribeiro’ do futebol: ambos viveram de um único campeonato bem jogado durante toda a carreira, suficiente para serem tratados, frequentemente, como promessas do futebol brasileiro.

Por conta disso, o meia alvinegro, que já ultrapassou os 27 anos, seguirá, independentemente de seu desempenho esportivo, fechando grandes contratos e enriquecendo muito sua conta bancária.

Mas, dificilmente, será ídolo de alguém.

Talvez apenas do grupo de empresários e dirigentes que com ele ganham dinheiro, pelo menos até que suas chuteiras sejam penduradas.

Ontem, ao fugir da cobrança de penalidades numa final de campeonato, ainda que o simples paulistinha, mas pelo medo de enfrentar o rival (do Corinthians, não dele) Palmeiras, Luan exemplificou o seu objetivo no futebol.

E sequer tinha algo a perder, porque inserido num esquema circulatório de transações futebolísticas, se anotasse o gol, permaneceria por mais algum tempo no Timão, e, em perdendo, não faltariam interessados em contratá-lo, ainda que por razões nada esportivas.

Por outro lado, há três anos, o jovem Patrick de Paula lutava para ser jogador e, por muita sorte, foi descoberto na ‘Taça das Favelas’, torneio organizado pela Liga de Futebol Nacional do Brasil, que sequer é conectada com a Federação Paulista e afronta os interesses da CBF.

De lá para cá, ralou na base alviverde até ser alçado à equipe titular do Palmeiras.

Sem privilégios, precisando matar um leão a cada dia, como sempre fez em toda a vida pretérita.

Diferentemente de Luan, Patrick tinha tudo a perder no derradeiro pênalti que cobrou, e converteu, responsável pela conquista palestrina.

Ainda assim, corajosamente, enfrentou o desafio e, novamente, por méritos próprios, venceu.

O futebol brasileiro precisa, definitivamente, de mais ‘Patricks’ e nenhum Luan para que possa, novamente, reencontrar o rumo perdido desde que a cultura do medo excessivo da derrota, implementada pelos nossos treinadores, associada à das negociatas de bastidores, se sobrepôs às da meritocracia e da liberdade criativa, imortalizada pelos vários gênios da bola que o futebol brasileiro concebeu e exportou, anos a fio, pelo mundo afora.

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1 comentário em “Luan e Patrick de Paula”

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