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Calote em 30 mil torcedores pode gerar ação milionária contra o Corinthians

Antes da pandemia, o Corinthians vendeu, antecipadamente, cerca de 30 mil ingressos para o duelo contra o Palmeiras, a ser jogado amanhã, no estádio de Itaquera.

A arrecadação, calcula-se, seria próxima dos R$ 2 milhões.

Diante da impossibilidade de comparecimento à partida, que será disputada com portões fechados, vários consumidores pediram ao clube o ressarcimento dos valores.

O clube negou-se a fazê-lo, sob argumentação de que o dinheiro já estava em poder do Arena Fundo FII, gestor das finanças do estádio de Itaquera.

Além de esdrúxula (seria o mesmo de um comerciante recusar-se a devolver dinheiro de mercadoria avariada pelo fato de tê-lo depositado no banco), a desculpa não é verdadeira e pode ser desmascarada com a utilização tanto do balanço do Corinthians quanto do Fundo, ambos indicando dívida alvinegra, exatamente, por falta de repasses destes valores.

Há pouco menos de um mês, o Blog do Paulinho revelou ação judicial, semelhante, em que o torcedor Charles de Oliveira comprou cinco ingressos para um jogo do Timão, contra o Santo André, e, por conta da transferência de data da partida, não pode comparecer.

O ressarcimento foi negado pela diretoria do clube.

Detalhe: o jogo aconteceu, com portões abertos, noutra data ou seja, existia a possibilidade de comparecimento do corinthiano, se ele assim desejasse.

Porém, no direito que lhe assiste, preferiu o dinheiro de volta.

Ação judicial retrata o descaso da diretoria do Corinthians com torcedor do clube

A justiça, nesse caso, condenou o Corinthians a pagar três vezes os valores dos ingressos.

Ou seja, se todos os torcedores que compraram entradas para Corinthians e Palmeiras, claramente em situação ainda mais desconfortável pela impossibilidade absoluta de comparecimento ao estádio, decidirem processar o Timão (já existem reclamações no PROCON), levando-se em consideração o critério adotado na jurisprudência apresentada, o clube terá que arcar com indenização na casa dos R$ 6 milhões.

É a cultura do calote, presente, inclusive, na vida pessoal de Andres Sanches, que não escolhe vítima, desde funcionárias humildes que transformou em ‘laranjas’ (conforme dados de inquérito criminal na Justiça Federal) até os sofridos torcedores alvinegros.

No final, o sofrimento, no caso dos ingressos, será apenas do clube, já que a irresponsabilidade será julgada quando o atual presidente, há tempos, estiver fora do cargo.

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