A cara de pau de Marco Aurélio Cunha

Candidato a presidente do São Paulo – pelo menos trabalha para tentar viabilizar a pretensão, Marco Aurélio Cunha anunciou seu desligamento do departamento de futebol feminino da CBF, que é presidida pelo filho do conselheiro Tricolor que fomenta sua campanha.
Na maior cara de pau, declarou:
“Agora arrumem outra pauta para me atrapalhar. Queria era mostrar decência, ética, e isenção, não estou usando cargo nenhum. Sai para ter liberdade de fazer o que eu penso. Não foi por isso [pelo áudio], o que não queria era o constrangimento de carregar a imagem da CBF com a de uma candidatura. É uma decisão que tenho tomado desde a semana passada”
O áudio a que ser refere é, justamente, do pai de Rogério Caboclo, presidente da CBF.
Cunha deve acreditar que os conselheiros do São Paulo sofrem do mal do ‘bolsominion’ – embora alguns, de fato, sofram – que é o de exergar espertalhões como se fossem ‘mitos’, ofuscando, assim, a percepção da realidade.
Com ou sem cargo – e é facil abrir mão de um trabalho notoriamente ruim, ainda mais em tempos de pandemia (em que nada relevante será disputado) – é óbvio que o cartola terá as cordas puxadas pelo comando da CBF, a quem deve lealdade.
