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Arena Fundo FII revela lucro de R$ 53,1 milhões com Itaquerão, mas decréscimo de R$ 128,3 milhões no valor das cotas

No último dia 30, o Arena Fundo FII, através de sua gestora, a BRL Trust, responsáveis pela administração das contas do estádio de Itaquera, protocolou na CVM seu relatório anual de finanças.

Como de regra, pouco informou.

O arquivo de ‘anexos’, que talvez pudesse esclarecer, com documentos, as tímidas revelações, chegou à Comissão de Valores Mobiliários corrompido, ou seja, inutilizado.

Provavelmente o órgão cobrará o reenvio.

De prático, o documento mostra que:

  • a auditoria do fundo segue à cargo da RSM auditores, a mesma das contas do Corinthians, empresa indicada a ambos pelo ex-diretor de finanças do clube, Raul Corrêa da Silva, que é o dirigente que assinou todos os contratos relevantes do negócio (estádio);
  • no item “descrição dos negócios realizados no período”, a resposta: “não possui informação apresentada” é esclarecedora;
  • a título de ‘resultado contábil’, o Fundo apresenta lucro de R$ 53,1 milhões, sem divagar sobre detalhes;
  • o relatório critica, no item “4.2”, o fato do estádio estar localizado no bairro de Itaquera: “(…) entendemos que o imóvel, pela localização e acesso, leva desvantagem em relação à concorrência no que concerne a locação para eventos”;
  • o valor imobiliário do estádio caiu de R$ 820 milhões iniciais para R$ 691,7 milhões (decréscimo de, aproximadamente, 16%), conforme demonstrado no Item “6”, denominado ‘Valor Contábil dos ativos imobiliários do FII”;
  • Existem três ocultações, todas respondidas como “não possui informação apresentada”, nos questionamentos referentes a processos movidos contra o Fundo, o estádio e demais cotistas, que podem, eventualmente, gerar perdas relevantes aos envolvidos;
  • No item ‘11,1’ é revelado que a BRL Trust, na condição de administradora e gestora do Fundo recebeu, em 2019, R$ 1,2 milhão, divididos em pagamentos mensais

Por fim, o Arena Fundo diz, em determinado trecho do documento, que os cotistas, no caso, o Corinthians é um deles, receberão, por email, eventuais documentações sobre as operações do Fundo, desde que solicitadas, também, via correio eletrônico.

Acredita-se que a diretoria alvinegra, com a obrigação de fiscalizar os recursos que saem de seus caixas para o do ‘parceiro’, deve realizar, com regularidade, esse procedimento, podendo, assim que solicitada, prestar contas a conselheiros e associados.

Apesar disso, desde 2011 – data da criação do Fundo, a documentação segue ocultada tanto do conselho deliberativo quando da sessão ‘Transparência’ do site oficial alvinegro.


Clique no link a seguir para ter acesso à íntegra do Relatório Anual do Arena Fundo, protocolado em 30 de março de 2020, mas referente às contas do exercício 2019:

Informe Anual – arena Fundo – 2020 (sobre exercício 2019)

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