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Desespero e irresponsabilidade podem custar caro ao São Paulo

O São Paulo pretende, unilateralmente, reduzir os salários de seus jogadores, em determinados casos, em até 90%.

Ou seja, sem prévio acordo.

Todos receberiam, nos próximos meses, R$ 50 mil mensais.

Há, entre torcedores menos esclarecidos, o entendimento de que o montante seria mais do que suficiente para todos sobreviverem, condenando os atletas que, eventualmente, contrapuserem-se diante do procedimento.

Estão grandiosamente equivocados.

A conta não deve levar em consideração o que os valores propostos resolveriam aos acostumados a sobreviver com custo de vida proporcional à grande maioria dos brasileiros, mas sim os que pertencem, por competência profissional, à elite financeira.

Muitos destes atletas, cada qual a seu estilo, mantém despesas proporcionais a seus rendimentos.

Retirar-lhes parte disso de maneira compulsória poderia gerar danos irrecuperáveis não apenas aos jogadores, mas a diversos funcionários que deles retiram o sustento (empregados, assessores, etc).

Ainda que doloroso, o acordo discutido pela grande maioria das agremiações, e, aí sim, equivocadamente, confrontado pelos atletas, de reduzir 25% dos vencimentos, seria justo, ainda que não a solução ideal para ambas as partes, nesse período complicado de perda de receitas por conta do combate ao coronavírus.

Mais do que isso, com o agravante de falta de consentimento, o comportamento será tratado pela Justiça como delito trabalhista e custará ao São Paulo bem mais, diria muito mais, do que o clube sonha em economizar.

Essa loucura da diretoria Tricolor é reflexo do desespero atual, pela falta de recursos, originária de irresponsabilidades administrativas diversas, que não são exclusividade da atual gestão, mas por ela foram ampliadas.

Gastou errado no passado, deixou de fazer o pé-de-meia, mesmo diante de diversas vendas milionárias de atletas, e, por conta disso, não tem conseguido sobreviver sequer ao primeiro mês de pandemia.

O São Paulo precisa respirar fundo e tentar equacionar os problemas com seus credores ou agravará a situação com a consequente debandada de atletas, todos amparados em liminares trabalhistas, gerando perda irreparável de ativos financeiros que giram em torno dessas ‘mercadorias’.

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