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Clubes estão diante de grande oportunidade de rompimento com a CBF

Enquanto, se tanto, dois ou três clubes brasileiros, entre os mais relevantes, apresentaram lucratividade em seus balanços, em contraponto à imensa maioria, submersa em prejuízos milionários, a CBF expõe à mídia faturamento de quase R$ 1 bilhão em 2019.

Como explicar?

A Casa Bandida possui três fontes claras de dinheiro:

  • percentuais sobre arrecadações de todos os jogos de futebol profissional disputados no Brasil;
  • patrocínios;
  • Seleção Brasileira

É certo que o grosso dessa lucratividade, espertamente não discriminada pela CBF, provém dos recursos que a entidade cafetina das agremiações, sem apresentar contrapartida proporcional.

Para disfarçar, prêmios milionários, em verdade irrisórios diante do que entra nos caixas da Confederação, são distribuídos a meia dúzia de clubes, por critérios esportivos.

Enquanto isso, as demais, justamente as mais necessitadas, nada recebem.

Trata-se de um sistema que se arrasta há décadas e que possuí objetivos claros, entre os quais sustentar as inúteis federações estaduais, que prestam desserviço ao calendário do esporte organizando irrelevantes campeonatos regionais, mas servem para garantir, por votação, quase sempre em troca de verbas substanciais (que deveriam ser destinadas aos clubes), a manutenção no poder do imperador da vez.

Eis que o destino, ainda que por motivos inglórios, oferece nova oportunidade de alforria às agremiações.

Com previsão de dois meses sem futebol, por conta da prevenção ao coronavírus, os clubes perderão receita substancial e precisarão, em tese, socorrer-se de empréstimos e demais arranjos financeiros.

Por que não, então, obrigar a CBF a repassar-lhes, nesse momento de crise, parte do dinheiro que lhes é tomado ao longo do período?

Afinal, a Casa Bandida somente existe, e sobrevive, porque os clubes, bovinamente, e, em alguns casos, por interesses inconfessáveis, assim permitem.

Em caso de negativa da Confederação, criar-se-á o fato que, se utilizado por dirigentes de coragem, abriria espaço para a criação de uma Liga independente de clubes ou a adesão, talvez, à já existente.

Seja qual for a opção, é certo que o melhor caminho é sair da casa de tolerância para, por conta própria, administrar os próprios recursos.

À CBF restaria a gestão da Seleção Brasileira, que é, de fato, a geradora da maioria de seus patrocínios.

Os clubes aproveitariam, sem a obrigatoriedade de sustentar os cartórios do futebol, melhor os recursos conquistados e a Casa Bandida, ainda que com menos dinheiro, seguiria milionária, dona do mais afamado produto do futebol mundial.

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4 comentários em “Clubes estão diante de grande oportunidade de rompimento com a CBF”

  1. gosto da ideia , e completaria , ..televisão propria , e lutaria para revogar a LEI PELE …..os clubes

    seriam donos dos passes dos jogadores , e no momento da venda paga 15 % ao jogador

    como era antigamente……..

  2. Me parece que isso se torna impossível diante do fato dos clubes, 1ª e 2ª divisão, já terem adiantados os direitos de televisionamento à globo, até 2240, então tornaram-se escravos do sistema Globo/CBF. Esqueçam qualquer mudança positiva!

  3. O Milton, some do blog cara, qual sua frustração com o Paulinho. Eu quando não gosto de um colunista eu nem
    penso em ler algo dele. Cada um tem sua linha editorial, você não concorda dá o fora.

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