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O gramado da Arena de Itaquera para 2020

Luis Paulo Rosenberg e Caio Campos

Há alguns dias, o Corinthians vazou à imprensa que, pela primeira vez desde a inauguração do estádio de Itaquera, em 2014, não trocará o gramado, como vinha ocorrendo a cada virada de ano.

A desculpa apresentada não corresponde à realidade.

O clube diz que se reuniu com engenheiros da empresa responsável pela manutenção do piso e decidiram, de comum acordo, que a grama estaria em bom estado, suficiente para resistir em 2020.

Falta de dinheiro é a razão verdadeira, comprovada em recente exposição de balancete.

A grama de Itaquera, por conta da tecnologia empenhada não apenas em sua criação, mas também pelas necessidades para mantê-la utilizável, tem prazo de validade de, no máximo, um ano.

Daí por diante, a deterioração acelera-se.

Na virada de 2018 para 2019, sem recursos, em vez de trocar o gramado pelo produto que vinha sendo utilizado desde a primeira oportunidade, o clube decidiu-se pela solução mais barata, de menor qualidade.

Esse mesmo gramado, que apresentou problemas há alguns meses, será mantido por mais um período.

Nas últimas trocas, o clube aproveitava-se do dinheiro arrecadado num show que repetia-se, anualmente, na Arena, para pagar os custos da reposição e retirada do produto anterior.

Nesse ano, o espetáculo acontecerá no estádio do Palmeiras.

Ambos os problemas, do gramado e da perda da atração, estão ligados aos funcionários que Luis Paulo Rosenberg mantém, com a permissão de Andres Sanches, trabalhando por ele no Parque São Jorge: Caio Campos, que é CEO da Arena, e Alex Watanabe, gestor do marketing alvinegro.

Alex Watanabe e Luis Paulo Rosenberg
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