O rebaixamento do Cruzeiro estava escrito na Bíblia

“Estava escrito na Bíblia” é um termo popular para definir a obviedade de uma situação específica, como a atual possibilidade, muito forte, de rebaixamento do Cruzeiro à Série B do Brasileirão.
É impossível passar impune quando se abre as portas da própria casa à marginalidade.
O Blog do Paulinho deixou claro, ainda antes desse grupo de intermediários de futebol assumir a gestão cruzeirense, que o clube seria dilapidado e, esportivamente, arrasado.
Não deu outra.
Itair Machado, que já trazia consigo esqueletos no armário, assumiu o futebol da Raposa compromissado, em troca de vantagens diversas, a permitir que agentes chefiados pelo imoral Ângelo Pimentel enriquecessem às custas da agremiação.
Wagner Pires de Sá, apesar de presidente, era apenas um permissor comissionado.
O torcedor não pode se deixar enganar, daqui por diante, com o discurso moralizador do dono de helicóptero Zezé Perrela, parceiro desde sempre dessa gente, apesar de tentar aparentar, sem verdade, uma distância que nunca existiu.
Culpar apenas os jogadores e as comissões técnicas que participaram do vexame é fechar os olhos para o alicerce podre que sustenta essa estrutura que está prestes a ser implodida pelos seus próprios ‘engenheiros’.
A solução, rebaixado ou não, para 2020, seria a mudança de postura dos conselheiros, que precisariam abandonar a posição de ‘cocoras’ diante dos caciques de sempre, retirando-lhes das mãos o poder que há anos exercem de maneira ineficaz e pouco transparente.
