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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Vivemos num mundo de falsidade,

Pessoas fingem falar a verdade,

Achando que nós não sabemos da realidade”

(Desconhecido)

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Cínica campanha da CBF

Avaliando que somos recrutas dirigentes da CBF espargiram anúncio objetivando criar ambiente de mais respeito ao trabalho dos árbitros

Antecedendo a publicação

Os “imaculados” da CBF, Federações e Clubes necessitariam ficar ante algum espelho

O mesmo

Fazer o árbitro que frequenta os sórdidos bastidores do futebol a procura de apadrinhamento objetivando subir a categoria superior depreciando os colegas que tenham maior habilidade

Incabível

Que se faça o que fez o árbitro por mim denominado ‘Whatsapp’ no intervalo de uma partida semifinal do Paulistão anos não muito distante, ligando para o celular de um dos assistentes dizendo: “seu árbitro deixou de marcar clara penalidade”

Fundando

Por qual motivo os dirigentes da CBF, igualmente, antigo e atual presidente da CA, somado as entidades representativas dos árbitros, não manifestaram descontentamento quando dois parlamentares federais confrontaram suas questões oferecendo como exemplo: “O árbitro de futebol ladrão” ?

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15ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2019

Sábado 17/08

Corinthians 2 x 0 Botafogo

Árbitro: Rafael Traci (SC)

VAR

Heber Roberto Lopes (SC)

Item Técnico

Trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo, incluso o VAR

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para corintianos e 03 para botafoguenses

Vasco 1 x 4 Flamengo

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

VAR

Jose Claudio Rocha Filho (SP)

Item Técnico

Acertou por ter marcado duas penalidades a favor do Vasco, uma para o Flamengo; explico:

1ª – Auxiliado sem demora pelo VAR, marcou a mão na bola cometida por Thuler;

– Pikachu cobrou, Diego Alves goleiro flamenguista defendeu

2ª – Com rápido auxilio do VAR, corretamente, Leandro Vuaden marcou pênalti cometido por Arrascaeta no vascaíno Castan;

– Bruno César bateu, e, nova defesa do goleiro flamenguista

3ª – No instante que Bruno Henrique, atacante flamenguista foi puxado pelo oponente Henrique;

– Arrascaeta bateu, marcando o quarto gol do Flamengo

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para flamenguistas

Grêmio 1 x 1 Palmeiras

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (FIFA-RJ)

VAR

Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Item Técnico

O gol de empate da equipe gremista originado do erro do assistente 01: Luiz Claudio Regazone (RJ), corroborado pelo árbitro, ao inverterem o arremesso lateral favorável à equipe alviverde, determinado para a equipe gremista, fator que influenciou no resultado

Vez que

Lateral cobrado, bola dominada por Luciano, passada para o consorte David Braz manda-la pro fundo da rede palmeirense, empatado a contenda 1 x 1

Observação

Todo erro tem sequela, entretanto, quando findado no fundo da rede;

– é rapidamente notado

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: Luiz Felipe Scolari, técnico do Palmeiras por reclamação

Domingo 18/09

São Paulo 1 x 0 Ceará

Árbitro: Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)

VAR

Rodrigo Nunes de Sa (RJ)

Item Técnico

Influência indireta no resultado da contenda;

Vez que

No lance de sua inteira e total responsabilidade, com visão livre, na cara dura, deixou de marcar a clara penalidade máxima cometida por Thiago Volpi,

– goleiro são-paulino que, sem tocar na redonda, foi com tudo pra cima do oponente Felipe Cardoso, atalhando-o de prosseguir na jogada com grande possibilidade de marcar o gol de empate

VAR

Deva ter dito que não ocorreu a penalidade, sequenciado pelo árbitro que não se achegou do monitor

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para são-paulinos e 02 para cearenses

Cruzeiro 2 x 0 Santos

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

VAR

Caio Max Augusto Vieira (RN)

Item Técnico

Jogo iniciado com bola em poder dos santistas, sobrou para David defensor do Cruzeiro lançar para Pedro Rocha que:

– antes da meia lua foi derrubado por Gustavo Henrique

Segue

Distante, com visão livre, árbitro sinalizou para seguir o jogo

VAR

Comunicou que ocorreu falta, bola saiu na lateral, Daronco caminhou até o monitor, voltou atrás, falta e corretamente,

Cartão Vermelho

Para o santista Gustavo Henrique por ter impedido a chance real de o oponente anotar gol

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para defensores da equipe mandante e 01 para visitante

Copa Libertadores 2019  – Quartas de final

Terça Feira 20/08

Grêmio 0 x 1 Palmeiras

Árbitro: Patricio Loustau (FIFA-ARG)

VAR

Mauro Vigliano (FIFA-ARG)

Item Técnico

Trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para Kannemann defensor gremista e 02 para palmeirenses

Cartão Vermelho: Correto para o palmeirense Felipe Melo após segundo amarelo

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Política

O recruta sociopata

O que nos choca em Bolsonaro é perceber o gozo sádico

Meu interrogatório no Exército foi interrompido por alguns instantes para que dois capitães combinassem na minha frente algo pessoal entre eles, um aniversário de crianças, se não me falha a memória, para em seguida um deles retomar as perguntas aos berros. Fiquei perplexo por instantes ao constatar que aqueles dois indivíduos eram pessoas comuns, tinham família, filhos e uma vida social além das paredes sinistras daquele setor de inteligência militar nas dependências do 12º Regimento de Infantaria em Belo Horizonte.

Exatamente meio século depois, compreendo melhor que vivíamos naquele cubículo os efeitos da radicalização política extrema, que transforma os adversários em inimigos, desumanizando-os até que se tornem “eles”, os vermes, os traidores, os que não merecem viver. Humilhá-los, torturá-los e eliminá-los é como lidar com animais de alguma espécie peçonhenta. O destino mais terrível para “eles” não causa pena, culpa ou arrependimentos em “nós”. Pelo contrário, apresenta-se para nós de forma moralmente justificada: exterminar os maus é fazer o bem.

Para a transformação de pessoas comuns em torturadores de adversários há treinamentos especiais a fim de acelerar o processo de desumanização do inimigo. Ouvi o relato de um conhecido que foi recruta de paraquedismo no Rio de Janeiro ao qual, durante seu treinamento anti-guerrilha na década de 70, entregavam uma arma e ordenavam que atirasse sem hesitação no que encontrasse diante de si quando uma determinada porta se abrisse. A porta se abria e então surgia um indivíduo nu, algemado e encapuzado, provavelmente um prisioneiro político, segundo meu conhecido, na direção de quem os soldados tinham que disparar suas armas. Os recrutas não sabiam que eram balas de festim. Não consigo sequer imaginar o sofrimento repetido e imenso das pessoas que recebiam aquelas sucessivas simulações de fuzilamento e o trauma psicológico dos jovens soldados recrutados para aquela forma bárbara de treinamento.

Não me espanta, portanto, que Jair Bolsonaro, que serviu o Exército de 1973 a 1988 e passou pelos paraquedistas naquela época, conserve antiquados conceitos anticomunistas e o desejo de extermínio diante dos adversários que ele transforma automática e visceralmente em criminosos ou traidores.

Há, porém, uma diferença crucial em Bolsonaro. A maioria das pessoas, passados os momentos de ódio cego e conflitos extremos e reconhecendo o sofrimento causado pelos confrontos radicais, é levada a retomar o bom senso e vai aos poucos compreendendo que somos todos seres humanos com diferentes visões de mundo. E procuramos encontrar formas de convivência que permitem o tempo cicatrizar as feridas para vivermos juntos.

Bolsonaro, ao contrário, parece profundamente preso ao passado e declarou em campanha presidencial que desejava levar o Brasil de volta para 50 anos atrás, ou seja ao fim da década de 60! Próximo do tempo em ele era um jovem militar, possivelmente em contato com os sistemas de inteligência do Exército, os quais realizavam interrogatórios sob tortura, como foi amplamente demonstrado na Comissão da Verdade.

O que nos choca em Bolsonaro, no entanto, é perceber seu prazer, o gozo sádico que manifesta em sua diarreia verbal incontrolável quando se refere sorrindo sardonicamente às vítimas de tortura, por exemplo, como fez no seu voto pelo impeachment de Dilma Rousseff. Diante de milhões de brasileiros Bolsonaro cometeu o grave delito de apologia ao crime ao demonstrar sua admiração pelo torturador coronel Ustra, votando em seu nome e estabelecendo seu vínculo com a tortura ao chamá-lo de “o terror da Dilma”. Agora, Bolsonaro acaba de causar nova e profunda dor à família do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, que tinha 2 anos de idade quando seu pai foi morto pelos militares, dizendo: “Se quiser saber como seu pai morreu, eu conto! ”.

A crueldade de Jair Bolsonaro se mantém e ultrapassa o período da ditadura militar, num sinal de ausência total de empatia, num nível que somente é encontrado em sociopatas. Diferentemente do Adélio Bispo, que o agrediu com uma facada e cuja esquizofrenia o impede de ter consciência dos seus atos, os sociopatas sabem exatamente o que estão fazendo.

Mas ambos são incuráveis.

Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues: é médico e professor da UFMG – Publicado no Globo do dia 20/08/2019

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Finalizando

Existe uma deformação lastimável na consciência política coletiva do nosso povo: O POVO ADORA SER ENGANADO.

Povo alienado, politicalha feliz…

Renée Venâncio – Pensador

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-24/08/2019

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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