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A delegada e o torcedor preso ao protestar contra Bolsonaro

Na última semana, em meio ao clássico entre Corinthians e Palmeiras, disputado no estádio de Itaquera, o torcedor alvinegro Rogério Lemes foi preso e agredido após exercer o direito, garantido pela constituição, de protestar contra o Presidente da República.

Levado à delegacia constituída no local, escutou da delegada Monia Olga Neubern Pescarmona que “(…) ali (estádio) não é lugar para isso (protesto político)”.

É obvia não apenas a violência contra a democracia, por conta da indevida prisão, mas também o incentivo ao silêncio, recebido de autoridade policial.

Em 2018, noutro caso de intolerância, Juca Kfouri foi vítima de grave ataque pela internet, com direito a ameaças e relato, do ‘valentão’, apoiador de Jair Bolsonaro, sobre esquerdistas que teriam sido jogados ao mar, de helicóptero, pelas forças armadas brasileiras, no período da Ditadura.

O jornalista descobriu a identidade do agressor (Joly Júnior) e também seus endereços, levando-os à informação da polícia e do MP-SP.

Coincidentemente, o Boletim de Ocorrência foi lavrado pela mesma delegada que atendeu, e advertiu, o torcedor preso no estádio de Itaquera.

Até o momento, Joly Junior, mesmo com polícia e MP-SP tendo recebido, detalhadamente, seus dados, segue impune.

Como acreditar, diante da inadequada manifestação da delegada, que os policiais responsáveis pela violência contra Rogério Lemes, e, principalmente, os mandantes da atrocidade, não terão ‘tratamento’ semelhante ?

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