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Dirigentes do Corinthians estão preocupados com decisão do STF sobre sonegadores

Andres Sanches e Raul Corrêa da Silva

Recentemente, decisão do STJ estabeleceu um padrão para criminalizar empresários e gestores de empresas que concorrerem para a sonegação de impostos.

Devem ser presos não apenas os que ocultaram os valores nas declarações, mas também os que, posteriormente, efetivaram acordo para quitar a pendencia, mas, por razões diversas, desonraram-no.

Nos bastidores do Corinthians a preocupação é grande.

Existem três ações que tramitam na Justiça Federal contra quatro dirigentes do Corinthians: Andres Sanches, André Negão, Raul Corrêa da Silva e Roberto ‘da Nova’ Andrade.

Estes, no exercício de seus cargos, foram apontados como responsáveis por centenas de milhões de reais em sonegações do alvinegro.

À época, para evitar o escândalo da prisão, o clube socorreu-se de empréstimo bancário, apenas para quitar a entrada do refinanciamento, superior a R$ 100 milhões, que, acrescidos de juros do mercado, ampliaram os problemas financeiros da agremiação.

Ocorre, porém, que na esteira desta decisão do STJ, se o Corinthians, por uma razão qualquer, tornar-se inadimplente neste acordo, todos os cartolas indiciados correm risco de cadeia.

Isso, falando apenas do passado, porque, no presente momento, o Timão tem se virado como pode para tentar evitar nova ‘bola de neve’, mas, como demonstrado pelo Blog do Paulinho, em recente caso de pendência fiscal com a Prefeitura de São Paulo, nem sempre conseguindo.

Fora do âmbito corinthiano, mas, de alguma maneira, atingindo-o, o presidente Andres Sanches possui razões de sobra para preocupações pessoais: o ex-deputado está sendo julgado, criminalmente, por diversas sonegações de impostos em meio a crimes de ‘araras’, além de executado em mais de R$ 20 milhões pela Receita Federal.

Em tese, se não quitar as pendências, será encarcerado.

É por essa razão que todos os citados nessa postagem devem estar de joelhos, rezando para que o Ministro Barroso, do STF, responsável pela análise de um recurso contra o entendimento vigente do STJ, decida alterar a interpretação da legislação.

O HC foi impetrado pelos comerciantes Robson Shumacher e Vanderléia Shumacher, proprietários de uma loja de produtos infantis em Santa Catarina, e deverá ser levado a plenário após o recesso judiciário.

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