Sergio Moro, o Media Training e a Abraji

Ontem (19), em reunião da CCJ do Senado, o ex-juiz e agora Ministro da Justiça, Sergio Moro, aproveitou-se da fragilidade intelectual de boa parte dos ‘sabatinadores’ e da bajulação dos que tinham objetivo único de defendê-lo, para expor as cinco respostas pre-determinadas que decorou em evidente preparação de ‘media training’.
Fez o trivial entre os que são flagrados em desvios de conduta: tentou desqualificar o jornalista que o desmascarou.
Sustentou, como previsto, a inverossímil tese de vazamento de suas conversas através da ação de hackers, tentando dar à origem das informações mais peso do que ao conteúdo.
Nas poucas vezes em que as perguntas fugiram do script, embananou-se.
Como ao ser questionado se permitiria ao Senado pedir os arquivos de suas conversas nas nuvens do Telegram.
Não permitiu e dissimulou, correndo para o porto seguro das respostas treinadas nos dias anteriores.
Esse tipo de comportamento, que funciona diante de perguntadores amadores, cairia por terra à frente de jornalistas profissionais.
Não à toa, Sergio Moro cancelou sua participação, confirmada há meses, no Congresso da ABRAJI, em que seria questionado, rigorosamente, pelos jornalistas investigativos presentes.
O blog do Paulinho estaria no evento.
Mas, sem coragem, o Ministro somente possui ‘agenda’ para ‘jornalistas’ que se prestam a conversas combinadas ou acanalhadas, como as que manteve durante a semana, respectivamente, com o apresentador Ratinho e o senador Jorge Kajuru.

Frase do ano: “Não preciso de treinamento para falar a verdade!” (Sergio Moro)