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Prisão do ex-jogador Roni revela sujeira do mercado da venda de mandos de campo

Ontem, em meio à partida entre Botafogo e Palmeiras, disputada no deprimente gramado do estádio Mané Garrincha, em Brasília, o ex-jogador Roni e seus comparsas foram presos, acusados de fraudar a arrecadação dos jogos que promovem.

A suposta quadrilha tem por hábito comprar mandos de campo de equipes tradicionais (pagaram R$ 600 mil ao Fogão), levá-los a estádios de parceiros (um dos presos de ontem foi Daniel Vasconcelos, presidente da Federação de Futebol do DF) e fraudar o borderô, gerando manipulado prejuízo que incidiria em desfalque aos impostos cobrados.

É pouco provável que cartolas ligados aos clubes, vendedores da honra, estejam à parte do negócio.

Recentemente, Roni, que também agencia jogadores, negociou Giovanni Augusto com o Corinthians.

Esse tipo de fraude, envolvendo manipulação de borderô, envolve também outras Federações, como a Paraibana, conforme comprovado em matéria do Blog do Paulinho, datada de janeiro deste ano:

Onde está o dinheiro dos 10,5 mil ingressos da decisão da Série D do Brasileirão ?

O submundo do futebol proporciona vários gargalos de corrupção a seus frequentadores, todos estimulados por grande lucratividade e pouco risco, porque são raras as manifestações policiais, como as de ontem, objetivando reprimir a execução da criminalidade.

Em regra, a promiscuidade dos corruptores (cartolas, na grande maioria) com os que investigam acabam por abafar os casos em troca de vantagens políticas, financeiras ou sob ameaça, oriunda de poderosos, aos agentes policiais que se atreverem a cutucar o vespeiro.

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